e-revista Brasil Energia 502

134 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 Especial Ibem 2026 O retorno financeiro atrativo é um dos fatores que impulsionam o crescimento da energia solar. Segundo o coordenador estadual da Absolar na Bahia, Santiago Gonzalez, projetos de GD apresentam payback entre três e quatro anos, um dos mais competitivos do mercado. Ele destaca, em entrevista à Brasil Energia durante o Ibem 2026, que esse fator tem sido decisivo para a popularização da tecnologia. Com tarifas frequentemente reajustadas acima da inflação, consumidores encontram previsibilidade econômica na autoprodução. Principais trechos da entrevista: • O pesadelo do Curtailment: Gonzalez classifica os cortes na Geração Centralizada como um “filme de terror” para a segurança jurídica. Projetos que envolveram agentes financeiros amargam prejuízos que chegam a R$ 18 milhões por mês, o que afugenta o capital de novos investidores para outras regiões ou setores; • Solução via Hibridização: A saída técnica para a ineficiência e os cortes na GC é a hibridização dos parques (com armazenamento por baterias). Contudo, o executivo avisa que essa transição só receberá capital se o passivo do curtailment for resolvido e houver um alinhamento tributário e fiscal favorável; • Motor de emprego no interior: A energia solar se destaca pela alta capilaridade nos 417 municípios baianos. Exigindo mais capacitação técnica do que infraestrutura pesada, o setor permite a criação de pequenos empresários locais, impulsionando a arrecadação e melhorando a qualidade de vida nas cidades mais distantes; • Pioneirismo regulatório baiano: A Absolar celebrou o anúncio do Governo da Bahia sobre a regulamentação estadual do marco da transição energética. A Payback rápido impulsiona GD, aponta Absolar Por outro lado, curtailment na geração centralizada é um “filme de terror”, aponta Santiago Gonzalez, coordenador estadual da entidade na Bahia ASSISTA a vídeo-entrevista em localidades muito remotas, a atração de profissionais com as habilidades exigidas em automação é um desafio, demandando investimentos contínuos na capacitação e na retenção de talentos; • Desaceleração geopolítica x Visão 2030: O ano de 2026 começou com ligeira desaceleração nas atividades de perfuração e intervenção, mas a Pason foca no horizonte de 2030, com a expectativa de que a produção do onshore brasileiro possa até dobrar, o que demandará mais perfurações e consolidará a onda de crescimento que a empresa vem estruturando desde os aportes intensificados em 2024.

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=