88 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 cidades A combinação dos dois eventos permitiu não somente a redução substancial de custos e de emissão de poluentes para abastecer a capital amazonense e seu entorno, como definiu o mix ideal, nos atuais limites tecnológicos e econômicos, para garantir a segurança energética do enclave e de sua vizinhança. A inauguração, em julho de 2013, da linha de 500 kV, em circuito duplo, com 1.438 km, ligando Manaus à subestação da UHE Tucuruí, no Pará, representou uma conquista não só para a cidade, mas abriu caminho para a extensão seguinte, Manaus-Boa Vista, inaugurada ano passado, integrando ao SIN o estado de Roraima, última unidade da federação que faltava. Mas a interligação não garantiu à capital do Amazonas a segurança energética que ela precisa para se manter livre de riscos de apagões e oscilações dentro dos padrões de outras áreas do SIN. Este papel seguirá sendo desempenhado pelas termelétricas, agora alimentadas a gás natural, instaladas no município. “Para o atendimento a área de Manaus, que inclui o atendimento também a Roraima, é necessário manter uma geração mínima dentro do estado para manutenção de níveis de segurança do sistema, condizentes com os Procedimentos de Rede”, informou o ONS em resposta a questionamento de Brasil Energia. De acordo com o operador, essa geração mínima não está condicionada e nem associada a inflexibilidades das UTEs, sendo estas de caráter contratual, assunto de competência da Aneel, sem interferência na operação. “uma redução da inflexibilidade contratual das usinas termelétricas não significa que irá existir uma redução de geração nessas usinas”, explica a nota. Atualmente o parque termelétrico despachável de Manaus conta com sete usinas, totalizando 1.155,47 MW de capacidade máxima, liderado pelas UTEs Mauá III, de 590,75 MW e pela UTE Aparecida, de 166 MW. Elas geram diariamente de acordo com a programação do ONS e com suas condições de disponibilidade. No dia 18 de março, época em que essa matéria era produzida, geraram 682 MWmed, segundo o IPDO/ONS. Dois dias antes haviam gerado 718 MWmed, com as usinas Mauá III e Aparecida gerando, respectivamente, 274 e 115 MWmed, acima de suas respectivas inflexibilidades que são de aproximadamente 252 e 72,5. Para a engenheira eletricista Paula Valenzuela, diretora técnica da PSR Consultoria, a principal justificativa para a manutenção de um parque térmico tão robusto em Manaus mesmo após sua interligação ao SIN é o fato de que “essa interligação é muito frágil” por ser, na prática, em linha única. “Quando eu digo que é única é no sentido de que, embora ela tenha dois circuitos, eles estão assentados sobre Quem é fonte nesta matéria PAULA VALENZUELA, diretora técnica da PSR Consultoria MARCELO ZANATTA, então presidente da Âmbar
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=