78 Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 Especial Bahia Oil & Gas Energy Petrobras amplia aposta no Norte e Nordeste para sustentar produção O futuro do petróleo brasileiro passa obrigatoriamente pela Margem Equatorial. Essa foi a mensagem central transmitida por Anderson de Sales Oliveira, gerente Setorial de Interpretação e Portfólio das bacias do Pará-Maranhão e da Foz do Amazonas da Petrobras, durante o painel “Perspectivas do E&P na Margem Equatorial e Sergipe”, realizado nesta quarta-feira no Bahia Oil & Gas Energy (Boge), em Salvador. Com uma apresentação densa em dados, ele alertou para um risco concreto: se a Petrobras não avançar nas descobertas das novas fronteiras exploratórias, o Brasil perderá sua autossuficiência em petróleo. “Se não tivermos novas descobertas, a partir de 2036 o Brasil perderá a autossuficiência e voltará a ser importador de petróleo”, alertou Oliveira. A Margem Equatorial abrange 2.200 km de costa, cobrindo seis estados do Norte e Nordeste (Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Os desafios a vencer Apesar do otimismo, os painelistas foram enfáticos: o caminho até a plena operação, e, mais ainda, até a maturidade do mercado, ainda é longo e repleto de obstáculos concretos. A lista apresentada por Anderson Bastos é extensa. Falta ainda definir a tarifa de transporte para operações de estocagem, procedimentos normativos de programação e nominação a serem aprovados, sistemas de interconexão a serem estabelecidos e, no plano imediato, a licença ambiental operacional a ser concedida. Até questões aparentemente prosaicas, como a emissão de nota fiscal para uma atividade econômica nova, precisam ser equacionadas. “Os desafios vão do detalhe a como é que emite uma nota fiscal. E você faz a pergunta e se faz silêncio”, disse Bastos com bom humor, reconhecendo que é inerente ao papel de pioneiro enfrentar esse tipo de lacuna. Na visão da TAG, o avanço da atividade exigirá também evolução regulatória e adaptação operacional do transporte. Celso Silva, da GBS, aponta um desafio adicional e talvez mais difícil de resolver por decreto: o desconhecimento do mercado. “O maior desafio é o desconhecimento em relação a essa alternativa. Para que isso serve?”, questionou. Sua analogia é direta: a estocagem é para o mercado de gás o que o iPhone foi para a comunicação. “Até muito pouco tempo atrás, ninguém sabia para que esse negócio servia. Mas hoje ninguém vive sem.” VEJA E LEIA TAMBÉM Bahia Oil & Gas Energy encerra 4ª edição com recorde na rodada de negócios Harmonização estadual será teste decisivo para Lei do Licenciamento Ambiental Banco do Nordeste destina R$ 1,2 bilhão para óleo e gás e reforça apoio à transição energética Wika do Brasil projeta dobrar de tamanho até 2030 após investimento de R$ 100 milhões em nova planta
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