Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 61 reconhecer esses impactos na contratação e na remuneração das usinas. “Os sistemas isolados convivem com pressão permanente por redução do custo de geração, a simples troca do diesel por biodiesel não reduziria despesas e exigiria aumentos tarifários ou contratuais de difícil acomodação regulatória”, disse Saito. Com palma Mesmo com os obstáculos, o engenheiro de aplicação da Aggreko confirma que cerca de 80% dos motogeradores utilizados nos sistemas isolados amazônicos possuem habilitação e garantia dos fabricantes para operar com 100% de biodiesel. Testes conduzidos pela companhia, com apoio de equipes globais e fabricantes, indicaram eficiência comparável à operação com diesel fóssil ou com a mistura atualmente obrigatória, o B15. A viabilidade técnica dos motores para operar com os biocombustíveis na região, no caso da Wärtsilä, vai além, segundo explica Adriano Marcolino. O exemplo mais forte citado pelo executivo da Wärtsilä está em Rorainópolis (RR), na Oleoplan, que opera há mais de quatro anos uma térmica com dois motores Wärtsilä 12V32, de pouco mais de 5 MW cada, somando entre 11 MW e 12 MW de geração. O sistema utiliza óleo de palma puro, combustível considerado mais agressivo que o biodiesel. E, por ser mais próxima do óleo combustível, porém, a oleaginosa exige aquecimento das linhas para evitar endurecimento na tubulação. Para Marcolino, esse caso demonstra que o B100 não representa barreira tecnológica. “Se esse combustível, que Em operação desde 2002, a UTE Petrolina, de 136 MW movida a óleo combustível, será adaptada para usar biodiesel e ofertar 48 MW a partir de 2030 Foto: Divulgação/Companhia Energética de Petrolina
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