e-revista Brasil Energia 505

Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 19 produção de forma eficiente, sustentável e com baixo custo de extração”, disse a assessoria da Brava, empresa também consultada. O gerente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), Lucas Mota de Lima, explicou que a taxa de 57,96% é positiva para o onshore, mas por si só entende que não indica avanços nas atividades exploratórias. Ele lembrou que as empresas adquiriram ativos maduros e marginais em terra já em produção e estão buscando, no momento, novas oportunidades exploratórias em torno desses ativos, ou dentro dos próprios campos em reservatórios e zonas ainda não exploradas. “Esse número bem elevado é, de uma certa forma, uma tradução de todo esse movimento que está acontecendo”, observou o gerente da Abpip. Em sua visão, expandir essa taxa de aproveitamento não depende só da subsuperfície, mas da superfície também. “Uma estabilidade regulatória, uma previsibilidade jurídica, processos de licenciamento ambientais mais eficientes, disponibilidade de dados, condições compatíveis com risco” são fatores que contribuem para o sucesso exploratório também. Bacias de São Francisco e Paraná: os recursos não convencionais no Brasil Com uma taxa de aproveitamento de 75%, a Bacia de São Francisco é uma região a ser observada. Sua última descoberta foi feita em 2013, peÁrea da Petrobras na Bacia do Solimões: empresa planeja perfurar 22 poços no campo de Urucu e outros 100 poços na Bahia Foto: Divulgação/Petrobras

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