e-revista Brasil Energia 505

projetado para operar nas condições industriais previstas para cada instalação. Todo o processamento acontece localmente, em unidades de edge computing instaladas na própria sonda, o que reduz a dependência de conectividade remota, frequentemente limitada em operações terrestres afastadas. “Em terra, ainda lidamos com poeira, calor e conectividade limitada, condições bem diferentes das de uma plataforma no mar, e o projeto já nasce considerando isso, do posicionamento das câmeras à especificação do hardware”, completa Danielle. Depois da instalação, os modelos passam por um período de calibração de 60 a 90 dias, para ajustar os algoritmos às condições reais e aos critérios operacionais definidos para cada cliente. A mesma lógica de monitoramento que a ALTAVE aplica hoje no ambiente onshore já sustenta resultados mensuráveis em dezenas de operações offshore. Na BRAM Offshore, do grupo Edison Chouest, o sistema instalado a bordo da embarcação Reedbuck reduziu em 77% os desvios de comportamento registrados no convés principal, ao cruzar detecção de EPI e invasões de zona de risco em tempo real, caso posteriormente apresentado no Journal of Petroleum Technology e no ATCE 2024, um dos principais eventos técnicos do setor de óleo e gás. “A visibilidade dos dados nos permitiu identificar onde precisamos atuar com precisão”, afirma Edinando Pessanha, coordenador de HSE da embarcação Brum Buck, da BRAM Offshore. Já na Asgaard Bourbon Navegação, a implantação partiu de uma exigência técnica da Petrobras para monitoramento de EPIs, mas ganhou papel estratégico depois que os relatórios passaram a orientar os briefings de pré-embarque das tripulações. “O serviço da ALTAVE é de primeira linha, com muita competência técnica e um suporte proativo”, afirma Thiago Andrade, gerente de TI da companhia. A ALTAVE mantém hoje mais de 160 sites ativos monitorados em países como Estados Unidos, Colômbia, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Malásia, Brunei e Indonésia. A lista de clientes internacionais soma ainda nomes como Halliburton, ENI e Petronas, e a companhia já acumula mais de 3 milhões de horas de monitoramento e 14 patentes registradas. Somente em 2025, a companhia identificou mais de 145 mil situações de risco identificadas em sondas, refinarias, plataformas, embarcações, ferrovias e áreas de mineração ao redor do mundo. O movimento mais recente é a chegada à Argentina, onde a produção de petróleo pode fechar 2026 no maior patamar histórico, perto de 900 mil barris por dia, alta de 16% sobre 2025, puxada sobretudo pela Bacia de Vaca Muerta. “A experiência que construímos em operações offshore no Brasil e em mercados como o Oriente Médio nos dá a confiança para levar a mesma tecnologia à perfuração em terra, seja aqui, seja na Argentina”, completa Bruno. Para o executivo, esse acúmulo de experiência internacional é também um argumento de segurança para o cliente brasileiro que ainda avalia a tecnologia. “Não é uma tecnologia experimental, é uma tecnologia que já provou seu valor em escala, em diferentes geografias e tipos de ativo, e que se aplica à perfuração onshore no momento certo, quando o setor mais precisa dela”, finaliza. Tecnologia validada em escala global Onde a tecnologia já foi testada Apresenta A próxima etapa da digitalização das sondas terrestres não está apenas em conectar equipamentos, mas em interpretar continuamente o que acontece ao redor deles — transformando imagens em inteligência operacional para apoiar decisões em tempo real. Saiba mais em: altave.com.br

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