Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 37 tor de Operações e Projetos da Altave, Ismael Jorge Costa Neto. A consolidação de seu uso ocorreu há cinco anos e era utilizado principalmente para segurança operacional e patrimonial, mas, nos últimos três anos, houve um “boom” na utilização do monitoramento como ferramenta de eficiência operacional. Segundo Neto, as empresas perceberam que o uso do monitoramento poderia ser útil além da aplicação como ferramenta de segurança patrimonial, como, por exemplo, na execução de atividades dentro de um protocolo e no tempo previsto. A inteligência artificial (IA) e o processamento de vídeo possibilitaram a mudança de paradigma, permitindo que as empresas tenham maior acesso ao contexto operacional e capacidade de processamento. O monitoramento remoto também agiliza a tomada de decisões, ao permitir que informações processadas localmente ou na nuvem identifiquem gargalos e atividades críticas, indicando o tempo previsto para sua execução. “Você consegue ter um ganho maior com o monitoramento quando enxerga qual a ação é de maior interesse. Sem contar que trabalhar com eficiência deixa você mais alinhado ao financeiro da operação e consciente do retorno do investimento”, destacou o diretor da Altave. Em números gerais, com cinco meses de operação da Altave, os alertas de “Zona Dinâmica de Risco” caíram 65%, com 97% de confiança estatística. Além disso, em dois meses de operação, a parcela de comportamentos seguros identificados pelo sistema passou de 88,9% para 100%. O diretor de O&G da Altus, Leonardo Pinzon, também destacou porque o monitoramento remoto traz retorno financeiro, além de segurança operacional e produtividade – monitorar as curvas de produção de um poço pode indicar se está maduro ou não, quanto tempo mais terá de produção e se terá que fazer algum tipo de intervenção no mesmo para o crescimento dos volumes produzidos. Aqui entram outros componentes para a geração de bons resultados. Tecnologias remotas demandam redes eficientes de comunicação. Na Altave, quando a conectividade é baixa ou não há suprimento de energia na região da operação, recorre-se à internet por satélite e painéis solares com baterias. Quem é fonte nesta matéria IISMAEL JORGE COSTA NETO, diretor de Operações e Projetos da Altave LEONARDO PINZON, diretor de O&G da Altus TÚLIO LOURENÇO, gerente geral de Logística e Operação Integrada da Transpetro IVAN CARVALHO, CEO da ATE
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