e-revista Brasil Energia 506

60 Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 série AMAZÔNIA & ENERGIA nada com os sistemas de geração fóssil, já existentes. Os eventos climáticos extremos registrados nos últimos anos têm produzido custos adicionais que não estavam contemplados na série histórica utilizada como referência, de acordo com Cristiano Lopes Saito, diretor de Vendas Utilities e Data Centers da Aggreko. Além do elevado custo por litro de óleo diesel, utilizado na geração térmica, a necessidade de manter estoques por períodos mais longos amplia a pressão financeira sobre a operação. A experiência com os períodos de seca levou a Aggreko a ampliar a capacidade de armazenamento de combustível nas próprias usinas. A estratégia aproveita os períodos de maior disponibilidade logística para formar estoques capazes de sustentar a operação durante a estiagem. A medida, porém, tem impacto financeiro já que a formação de estoques maiores exige mais capital de giro. Para o executivo, trata-se de uma questão que ultrapassa os limites de uma única empresa e envolve todos que operam com sistemas isolados. A companhia mantém discussões com o MME e a Aneel sobre os impactos dessas condições. Na Amazônia, em que pese o aumento de localidades que estão sendo conectadas ao SIN, os sistemas isolados de geração de energia a partir da queima de óleo diesel são predominantes. De acordo com dados da EPE, a geração térmica com a queima de óleo diesel respondeu por 70% da produção de eletricidade em 160 sistemas isolados em 2025. O óleo diesel consumido na geração de energia representou, no ano passado, um custo de R$ 11,456 bilhões, rateado por todos os consumidores do país por meio da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Transporte de diesel em balsa no rio Coari, no Amazonas Foto: Divulgação/SSP AM

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