e-revista Brasil Energia 506

84 Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 distribuição lhões) e poder público (R$ 1 bilhão, em relação a tributos não recolhidos). “A gente reconhece todo furto e repassa para tarifa? Não. A gente analisa essas 51 distribuidoras e as coloca num ranking. Quanto mais complexa a área da distribuidora, mais difícil é combater o furto. Então, a gente faz um benchmarking entre as distribuidoras para repassar o montante de perda técnica para a tarifa”, disse a gerente de regulação econômica da Aneel, Flávia Pederneiras. O problema está mais concentrado nas regiões Norte (19,5% dos casos) e Sudeste (6,6%). Uma concessionária do Amazonas e outra do Rio de Janeiro lideram as “perdas não técnicas” e seus clientes arcam com os maiores prejuízos. “A tarifa da Amazonas Energia poderia ser praticamente 13% menor se não fosse o furto de energia elétrica. Ou seja, a cada R$ 8 da tarifa que o consumidor lá do Amazonas paga, R$ 1 vai para bancar o furto de energia elétrica”, segundo Flávia Pederneiras. “A tarifa residencial da Light poderia ser 9,1% mais barata se não fosse o furto”, acrescentou. O assessor em regulação da Abradee, Onofre de Albuquerque Neto, chamou a atenção especificamente para o aumento de furtos de cabos elétricos: foram 25 mil ocorrências em 2025, com prejuízo de R$ 97 milhões e alta nos casos de acidentes e interrupções de energia. Ele espera que a Lei 15.181/25, que ampliou a pena para esse tipo de roubo e furto, surta efeito nas estatísticas de 2026. n

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=