e-revista Brasil Energia 507

Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 13 tinha outros cem navios. Além dos FPSOs. Então eu acho muito, muito difícil a indústria naval brasileira voltar a esse apogeu. Mas acho que se a gente continuar com uma política de conteúdo local, se a gente continuar com uma política de Estado, o estaleiro Mauá vai voltar a empregar. Não vai empregar 8 mil funcionários, mas 4 mil. O estaleiro tem toda condição para isso. A Transpetro deve lançar novas licitações. Vocês vão participar? Ela lançando mais, eu vou participar. De que forma vou participar? Mesmo não atendendo a alguns requisitos. O nosso objetivo é o mercado de offshore, dos navios offshore. O armador ganha o bid e ele precisa construir no Brasil. Aí eu construo diretamente para o armador e não para a Petrobras. Nós estamos nos preparando. Até o primeiro trimestre do ano que vem, o estaleiro vai estar com a sua linha de produção toda desimpedida, toda preparada para iniciar uma construção. Tem ainda alguns investimentos para serem feitos, não vou fazer agora porque eu não tenho o contrato. Eu assinei o contrato, eu faço o investimento que eu tenho que fazer. Mas toda a infraestrutura do estaleiro, como a parte de energia, a parte de local, a parte de cais, a parte de carreiras, oficinas, está ficando pronto. Existia um entusiasmo muito grande, tanto do governo quanto da própria Petrobras, de promover uma associação dos estaleiros brasileiros com estaleiros chineses. Isso chegou a acontecer, de fato? Vocês tiveram conversas? Avançou algo? Nós estamos tendo conversas. Não na velocidade que foi divulgada. Eu tive visita de vários estaleiros chineses aqui. De fato, o único estaleiro com o qual a gente assinou um memorando de entendimento e que está em vigor foi um coreano, não foi chinês. Foi com a Hanwha. Ainda na próxima semana, nós vamos ter a visita de um estaleiro, um grupo chinês. Ele vai fazer um due diligence. Digo para você o seguinte: está acontecendo, mas não naquela velocidade. O Mauá está aberto a uma sociedade? Sim. Aberto a vender participação acionária mesmo? É uma discussão que depende muito. Eu não sou acionista. O Estaleiro Mauá pertence a um fundo de investimento e a uma família brasileira, a Efromovich. A participação acionária é uma discussão. O estaleiro estará em 2027 com sua linha de produção toda desimpedida para iniciar uma construção.

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