58 Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 série AMAZÔNIA & ENERGIA por meio de SMRs, ou Pequenos Reatores Nucleares. O microrreator brasileiro Embora evite dizer que o projeto do microrreator nuclear do qual a NBEPar é parceira por intermédio da subsidiária Terminus Energy será instalado na Amazônia, Zanella afirma que o projeto nasceu justamente para “aplicação descentralizada, em áreas remotas”. Em fase de construção do piloto em escala de laboratório, com financiamento de R$ 50 milhões divididos entre a Terminus e a Finep (40%- 60%), o microrreator brasileiro exibe características que se encaixam como uma luva nas necessidades amazônicas. De acordo com o presidente da NBEPar, o microrreator tem “design compacto e modular”, podendo ser transportado e instalado com facilidade e rapidez “sem necessidade de grandes obras de infraestrutura”. “O microrreator Terminus fornece energia elétrica com até 5 MW constantemente, operando 24 horas por dia por 10 anos, sem interrupções ou reabastecimento, mesmo em ambientes hostis ou isolados”, afirma o Zanella. Segundo ele, a tecnologia em desenvolvimento terá seu módulo nuclear instalado em um contêiner standard (20 pés) blindado e que poderá ser levado ao local de funcionamento em prazo inferior a 30 dias, por meio de transporte comum, iniciando a operação imediatamente após ser instalado no local de destino, o chamado plug in play na linguagem da engenharia. Questionado sobre os riscos ambientais e de segurança envolvidos, especialmente no caso de instalação na Amazônia, Zanella destacou que o reator nuclear “não emite gases do efeito estufa” e, considerando uma região onde qualquer projeto precisa levar em conta a redução de impactos em áreas sensíveis, “é uma tecnologia de muito menor escala, concebida para ser compacta, modular e, em muitos projetos, fabricada e testada em ambiente industrial antes de ser transportada para o local de instalação”. Do ponto de vista da segurança, ele disse que “os novos conceitos de microrreatores incorporam sistemas de segurança passiva, que utilizam princípios físicos - como circulação natural por convecção e gravidade - para retirar o calor do núcleo sem depender de bombas, energia externa ou intervenção imediata dos operadores”. Em determinadas concepções, isso reduz a possibilidade de que uma falha Quem é fonte nesta matéria NEY ZANELLA, presidente da NBEPar RUAN NUNES DE SOUZA, vice-diretor do Centro Regional da Rosatom na América Latina CELSO CUNHA, presidente da Abdan
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