e-revista Brasil Energia 508

Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 59 humana, falta de energia ou de equipamentos ativos evolua para um acidente grave. O combustível dura até 10 anos e a troca é feita na própria fábrica em ambiente controlado. Eficiência de 99% Consultado, o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan), Celso Cunha, comentou que tanto os microrreatores quanto os SMRs são soluções que se encaixam no perfil de avanço da Amazônia para um contexto de energia limpa e o Brasil “não deve abrir mão” dessa perspectiva. Cunha destaca que o custo de operação dos microrreatores é muito baixo e que eles operam com nível de eficiência acima de 99%, além de funcionarem initerruptamente por dez anos ou mais sem necessidade de reabastecimento. Da mesma forma, ele vê a alternativa dos SMRs como “altamente pertinente”, apenas com outro foco locacional. Enquanto os microrreatores funcionariam em áreas isoladas, os SMR, que têm maior porte, iriam para centros urbanos maiores, como Manaus. “Estamos falando de uma tecnologia disruptiva, com eficiência acima de 98% e com capacidade de até 300 MW”, ressalta. O presidente da Abdan lembrou que os pequenos reatores ocupam áreas muito menores do que as de outras fontes limpas, sem necessidade de desmatamento portanto, e não têm o papel de substituir outras fontes, como as térmicas a gás, mas sim de agregar, contribuindo para atender outras demandas, como as de ZPEs e data centers, por exemplo. São perspectivas que, tanto nas considerações de Cunha como Zanella, passam pela mudança do marco legal da energia nuclear que hoje limita a participação do setor privado no segmento. E é o setor privado que tem a possibilidade de alavancar a geração de 14 GW nucleares que a EPE projeta para a fonte no PNE 2055. n Primeiro reator compacto RITM fabricado pela Rosatom para uma nova usina nuclear flutuante Foto: Divulgação/Usina ZiO-Podolsk

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