6 Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 Na lista do Renavam o segundo grupo maior é de motocicletas, motonetas e ciclomotores (39,5 milhões), que isoladamente já seria um enorme desafio a ser eletrificado. Depois vem o grupo das caminhonetes, caminhonetas e utilitários (19 milhões), também um grupamento numeroso, e o grupo de caminhões e caminhão- -trator (4 milhões), que tem optado por GNV, biodiesel, biogás e GNL, a depender da logística que cada um desses combustíveis oferece. Por sua vez, a Fenabrave, entidade que acompanha o ritmo da comercialização através dos emplacamentos de novos e usados, informa que 2026 poderá ser o ano de recorde de vendas de todos os tempos. A previsão é de que o país encerre o ano com 5,3 milhões de unidades comercializadas, crescimento de 8,3% sobre 2025. Desse grande total, os elétricos serão menos de 10%. Novos e usados: dois mercados Como toda novidade, o crescimento das vendas dos elétricos anda a frente dos tradicionais veículos a combustão. Não só pela motorização mas também pelas novidades tecnológicas que os VE trazem e os outros não. Mas a primeira questão que aflora é se essa tendência seguirá crescente, na medida em que aumentem os postos de recarga, a eficiência e caiam os preços das baterias, e por quanto tempo. Afinal, entre o primeiro milhão e a frota existente de 66 milhões vai uma grande distância. Diversos fatores surgem na análise da tendência e o primeiro deles é a relação entre a comercialização de novos e usados, considerando que os elétricos novos de hoje precisarão disputar o mercado de usados amanhã. Nos dois mercados, o público, sua capacidade de compra e até seus valores são bem diferentes. E quanto ao tamanho, a diferença também é acentuada. Enquanto a Fenabrave contabilizou 4,2 milhões de unidades de novos emplacados entre janeiro e setembro deste ano, a Fenauto – Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores registrava no mesmo período 14,2 milhões de unidades vendidas de usados, ou seja, um mercado 3,5 vezes maior. VE no mercado de usados Dito isso, a penetração dos VE no mercado de usados dependerá em muito de dois fatores: a rede de carregadores e a evolução das baterias. No primeiro caso, a rede está crescendo bem rápido tanto no aumento de eletropostos de atendimento ao público quanto na miniaturização dos carregadores individuais que abastecem o VE numa simples tomada de 220V em casa. Levantamento feito pela ABVE e divulgado no final de setembro informa que o Brasil contava com 29.866 pontos públicos e semipúblicos de recarga, crescimento de 77% em um ano. Já o capítulo das baterias precisa evoluir em duas direções. A primeira diz respeito a eficiência: rapidez na recarga e capacidade de acumulação, compatíveis com o abastecimento dos veículos a combustão. Essa evolução está caminhando também a passos largos. Ainda segundo ideias (continuação) FROTA CIRCULANTE POR CIDADE Cidade UF Frota São Paulo SP 10.165.045 Rio de Janeiro RJ 3.403.768 Belo Horizonte MG 2.926.861 Brasília DF 2.314.160 Curitiba PR 2.178.069 Goiânia GO 1.451.108 Fortaleza CE 1.368.036 Salvador BA 1.155.662 Manaus AM 1.054.990 Campinas SP 1.037.057 Fonte: Renavam 27.054.756 Fonte: ABVEData VENDAS DE VE POR MUNICÍPIO
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