e-revista Brasil Energia 508

Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 99 referem a um potencial de receita bruta de 3,9 trilhões de dólares, considerando uma média de preço de 60 dólares/barril, o que geraria receita de mais de 300 bilhões de dólares em impostos e a participação na produção para a Venezuela. Já segundo a presidente interina da Venezuela, o acordo teria a duração mínima de 25 anos, em respeito à Lei dos Hidrocarbonetos do país, que segue sendo membro da OPEP, e sob o controle da Venezuela. O acordo garantiria a aplicação de investimentos de 100 bilhões de dólares e 209 bilhões de dólares entre royalties e impostos. Também há registros de que parte desse óleo seria vendido aos Estados Unidos, a preço de custo, cujos detalhes são desconhecidos, mas possivelmente abatidos os investimentos, custos operacionais e os impostos de um modo geral, menos a participação da Venezuela. A conferir. Foi noticiado que parte desse petróleo seria utilizado para recompor as reservas estratégicas dos Estados Unidos, bastante requeridas com a redução da oferta global de petróleo resultante dos conflitos no Oriente Médio, na Rússia e Ucrânia e até mesmo da Venezuela. A reserva estratégica dos Estados Unidos, em torno de 700 milhões de barris, teria sido reduzida a 340 milhões (SPR – Strategic Petroleum Reserves), estocadas em sua maioria nos estados meridionais, em antigas cavernas de sal. Em isso sendo verdade, o petróleo estaria apenas mudando de local de armazenamento, saindo da Venezuela para os Estados Unidos, mantendo-se apenas como estoque. Além desse acordo com os Estados Unidos, houve anúncios de acordos feitos com outras empresas, entre elas a Geopark (estadunidense-colombiana), e a retomada das atividade pela Chevron. A Chevron foi a única empresa americana que manteve atividades no país, mesmo depois das mudanças impostas pelo governo Chávez. A empresa conseguiu com o governo venezuelano um acordo de remuneração de seus negócios no país, recebendo pagamento em óleo pesado apropriado para a dieta das suas refinarias nos EUA, sobretudo na Califórnia. Uma das grandes dificuldades dos sócios da PDVSA nas empresas mistas, quando produziam resultados positivos, era o recebimento dos dividendos, em geral represados internamente na estrutura organizacional da estatal venezuelana. O interesse americano pelo petróleo venezuelano se configura como ação estratégica, num momento de incertezas quanto ao trans-

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