Brasil Energia | Ed. 451 - Junho, 2018

12 Brasil Energia , nº 451, junho 2018 entrevista com Lívia Brando mos uma websérie, em que temos di- vulgado o programa. E também atra- vés da nossa rede de relacionamentos. O que eu acho mais interessante desse programa é que a EDP dá um espaço de coworking para que essas startups ve- nham trabalhar com a gente e tenham acesso à uma rede dementores, tanto da EDP quanto do mercado. Colocamos especialistas da companhia e do merca- do e abrimos os ativos da EDP para que essas empresas testem suas soluções. E como é a busca das outras áre- as como as P&D e a de intraempre- endedorismo? Os caso dos projetos de P&D são mais voltados para universidades mes- mo. Tem os fornecedores de tecnologia, que tambémparticipam, mas geralmen- te tem uma instituição envolvida por- que é mais voltado para pesquisa, são projetos mais longos, para desenvolver algo novo. No caso de startup, a gente tenta escolher uma solução ou um pro- duto já viável, para fazer projetos mais rápidos. São propostas diferentes. A companhia tem projetos em desenvolvimento em todas essas áreas? Os cinco temas são foco de Inova- ção do grupo em 14 países. Temos co- mitês com as áreas de todos os países e a cada três meses compartilhamos projetos que estão sendo desenvol- vidos em todas as localidades, e que podem ser replicados. Temos mais de 40 projetos em andamento de P&D. E cinco startups na comunidade da EDP Brasil. Neste ano pretendemos selecionar mais cinco ou sete, que en- tram na comunidade global da EDP. Qual é o orçamento dessa área? Acabamos de aprovar a atuação aqui no Brasil da EDP Ventures, que é um veículo de investimento em capi- tal de risco. Conseguimos a aprovação em maio. Esse fundo global já inves- tiu mais de € 26 milhões. Vimos que no Brasil esse ecossistema vem cres- cendo muito, enxergamos a oportuni- dade de criar esse veículo próprio lo- cal. O orçamento de R$ 30 milhões e os investimentos irão desde inves- timento seed, para startups em fases mais iniciais, até Série A, quando já está na fase de ganhar escala e ir para ação. A tese de investimentos da EDP Ventures segue a mesma estratégia da Inovação. Para rodar os outros pro- gramas, como o de cultura interna de inovação e aceleração, usamos o orça- mento próprio da área. Mas os gran- des números são os da EDP Ventures e mais R$ 20 milhões por ano, apro- ximadamente, para o P&D da Aneel. Esse veículo de investimentos es- tá ligada ao programa EDP Starter? É um outro veículo, mas eles são complementares, a gente vê como uma engrenagem. O Starter prospecta e de- senvolve projetos e a ideia é que crie um pipeline para investimentos da Ventures. Temos um orçamento pró- prio para rodar o programa. A ventures pode gerar investimentos nas startups. E como é realizado o incentivo ao intraempreendedorismo? Esse projeto de cultura interna é bem bacana, porque é como a gente prepara a equipe interna para interagir comas startups. Emumdos programas, formamos grupos multifuncionais com os colaboradores que manifestarem in- teresse, para capacitação com a técnica de design thinking. Propomos macro- temas com os desafios de negócios da companhia para esses grupos, ligados àqueles temas prioritários, para desen- volver soluções. São perguntas sobre o negócio, por exemplo “Se a energia fos- se de graça, qual seria a fonte de receita da EDP?”. É para fazer pensar, sair da melhoria incremental e ir para uma me- lhoria mais disruptiva. Isso temmuito a ver com o cres- cimento das oportunidades em prestação de serviços, além da en- trega da energia? Sim, inclusive o projeto ganhador desse desafio está prevendo uma plata- forma que vai democratizar a eficiência energética para residências. Hoje o con- sumidor residencial não tem muito co- nhecimento de como ter uma gestão inteligente da sua casa, por aparelhos. Conseguimos a aprovação de um orça- mento para que saia do papel e vire um novo serviço. Isso está na fase de pes- quisa demercado, comuma consultoria especializada. Agora temos uma equipe dedicada a isso e a ideia é que até o final do ano essa solução vire um novo servi- ço da EDP. Ainda em cultura interna, te- mos um programa voltado para execu- tivos, de imersão no Vale do Silício, com turmas três vezes ao ano. Isso começou no ano passado e já estamos na quinta turma. A gente leva os executivos para ter uma viagem inspiracional, mesmo, em um circuito de empresas de energia, que estão inovando no setor. Quais dessas tecnologias estão mais próximas de serem incorpora- das pelo negócio da empresa? Aqui no Brasil, estamos trabalhan- do com a robotização, na distribui- ção. Começamos com processos de baixa complexidade, para entender a ferramenta e a plataforma. Usamos na conciliação contábil, por exemplo, tem que precisamos fechar os valores a pagar ou receber. Isso exigia tempo de uma equipe. Agora, quando che- gam, um robô já fez isso. Pagamen- to de guias, de impostos, é tudo feito automaticamente. Temos 47 robôs em operação nesse tipo de atividade.

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