Brasil Energia | Ed. 451 - Junho, 2018

14 Brasil Energia , nº 451, junho 2018 Hidrelétricas Reservatórios de hidrelétricas para acumulação ficaram de lado e debate foi interditado, mas mudanças globais exigem maior clareza sobre os prós e contras dessa fonte ANTONIO CARLOS SIL C omo quase tudo no Bra- sil recente, projetos futu- ros de hidrelétricas, prin- cipalmente as de maior porte, não vão escapar à atual tendência revi- sionista da sociedade e terão que ser repassados à limpo. Em espe- cial, os que, eventualmente, ainda podem contar com reservatórios de acumulação plurianual, um tipo raro de obra que há duas décadas, pelo menos, sumiu do planejamen- to energético oficial. No setor elétrico, corações e mentes estão, de alguma forma, di- vididos em relação à conveniência de investir nesse tipo de aproveita- mento, já que os de maior porte es- tão concentrados justamente na re- gião Norte, em meio à floresta ama- zônica, próximos a reservas natu- rais e comunidades indígenas. Segundo dados do Relatório de Acompanhamento de Estudos e Projetos de Usinas Hidrelétricas da Aneel – versão de maio último – ainda há 81,6 GW em projetos re- conhecidos pela agência, sejam eles representados por centrais gerado- ras hidrelétricas (CGHs), pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ou usinas hidrelétricas (UHEs). A discussão que precisa ser feita Hidrelétrica em operação: tímida ou assertivamente, empresas ainda olham para mercado hídrico

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