BE Petróleo | Ed. 452 - Agosto, 2018

BE Petróleo , nº 452, 1 de agosto de 2018 35 RECURSOS HUMANOS S ete de agosto de 1998. Há 20 anos se formava a pri- meira turma de engenha- ria de petróleo no Brasil, pela Universidade do Norte Flumi- nense (Uenf), emCampos dos Goyta- cazes, no estado do Rio de Janeiro. A indústria dava seus primeiros passos após a abertura do setor pe- tróleo brasileiro, enquanto a Petro- bras chegava a seu primeiro milhão de barris diários produzidos – menos que o volume extraído atualmente no pré-sal, cuja descoberta estava ainda a anos de ser anunciada. Como hoje, o momento não era dos melhores, com o preço do barril de petróleo se aproximando dos US$ 20, numa queda de 30% em relação a um ano antes. Para os recém-formados, o cená- rio ganhava contornos ainda mais delicados pela incerteza quanto ao reconhecimento do governo sobre a natureza de sua formação e pela pró- pria falta de intimidade da indústria quanto ao novo tipo de profissional que chegava ao mercado. “Havia certa apreensão, pois não sabíamos como seria nossa colocação no mercado, se o MEC nos reconhe- ceria como geofísicos ou engenheiros. Levou um tempo até conseguirmos o Crea [registro de engenheiro profis- sional]”, comenta Marcelo Woll, um dos cinco formados na turma de 1998. Seu primeiro estágio foi na pres- tadora de serviços norte-americana Halliburton, onde atuou por seis anos como engenheiro de perfilagem. Ho- je, aos 43 anos, ele é gerente setorial da área de pescaria, alargamento e teste- munhagem da Petrobras. Na estatal,Woll voltou a se encon- trar com seu ex-colega de turma, Iná- cio Luís Terra Defanti, que, depois de anos tocando um negócio de família, prestou concurso para a petroleira em 2007. Atualmente, ele trabalha como coordenador de contratos de sondas marítimas emMacaé (RJ). Natural de Cambussi (RJ), Defanti conta que decidiu fazer engenharia de petróleo por ser uma novidade e pelo fato de o curso estar disponível emuma instituiçãopróxima de ondemorava. “Tivemos um timing certo pa- ra iniciar um curso novo, apesar de o petróleo na época estar num período de baixa. Nossa entrada no mercado 20 ANOS DE CURRÍCULO A trajetória de engenheiros de petróleo e as perspectivas para esses profissionais duas décadas após a formatura da primeira turma no país JOÃO MONTENEGRO Marcelo Woll, um dos primeiros formados na turma de 2008: incertezas no princípio

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