Brasil Energia | Ed. 455 - Fevereiro, 2019
54 Brasil Energia , nº 455, 1 de fevereiro de 2019 Wagner Granja Victer OPINIÃO dústria do petróleo, detentores de um cer- to conhecimento do setor, exigiu que uni- versidades públicas e privadas começassem a buscar a tendência de atender de forma mais ampla a indústria. Neste cenário, ao final da década de 1990, surgem os primei- ros cursos de graduação em Engenharia do Petróleo, se destacando o da Universi- dade do Norte Fluminense (Uenf) mais vo- cacionado a engenharia de reservatórios/ geofísica, do qual tive a oportunidade de participar de sua criação com o professor Carlos Dias, implantando o Laboratório de Engenharia de Petróleo (Lenep) em Ma- caé. Também como forma complementar, muitas universidades privadas começaram a desenvolver cursos de graduação de cur- ta duração, denominados Tecnólogos de Petróleo e Gás, também no Rio de Janeiro, se destacando inicialmente, em especial, a Universidade Estácio de Sá. É importante conhecer este breve his- tórico, pois o grande desafio neste mo- mento será a aproximação cada vez mais objetiva entre as empresas dos diversos segmentos da indústria para identificar os jovens talentos, cada vez mais cedo. Se possível, ainda na fase dos Cursos Téc- nicos Integrados ao Ensino Médio, para que possam sensibilizar jovens talentos para este importante processo de renova- ção profissional da indústria. É certo que, dentro da estratégia de cada organização, esta aproximação e formação é feita de forma distinta, em especial por pro- gramas de trainees ou até por contratação por conhecimento geral e associado a um programa de formação continuada para o jovem profissional. Isso deve estar focado na técnica de despertar o jovem engenheiro pa- ra o interesse em atuar nesta indústria. Essa reflexão merece ser feita, pois os desgastes de imagem do setor são o falso paradigma da vida curta da indústria de petróleo, que podem estar afastando os grandes talentos desta indústria. Aliás, neste contexto, obser- vo pouquíssimas empresas realizando pro- gramas que são muito normais no exterior, que são os programas de “estágio de férias” normalmente de ummês. Da mesma forma, a postura de agentes institucionais, em es- pecial da ANP, deve ser mais proativa nesse processo de despertar para o setor, desde a fase do ensino médio, em especial em insti- tuições que promovem o ensino técnico, co- mo os institutos federais, Cefet, Senai e Fun- dações Estaduais de Ensino Técnico, como Faetec e Fatec. O sucesso dessa indústria depende muito da forma como devemos despertar esse interesse e com quais políticas fir- mes e objetivas podemos trazer este jo- vem de novo para esse sonho de atuar na indústria do petróleo desde o início de sua graduação. O sucesso dessa indústria depende muito da forma como devemos despertar esse interesse e com quais políticas firmes e objetivas podemos trazer este jovem de novo para esse sonho de atuar na indústria do petróleo
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