Brasil Energia | Ed. 455 - Fevereiro, 2019

Brasil Energia , nº 455, 1 de fevereiro de 2019 55 A expectativa de se aproveitar mais o potencial de geração de bio- gás e biometano no país nos próxi- mos anos - em muito por conta da adoção da nova política nacional de biocombustíveis, o Renovabio, em 2020 - tem movimentado não só agentes investidores privados, inte- ressados em desenvolver projetos de usinas, mas também o meio de pesquisa acadêmica e aplicada, que buscam criar know-how próprio por meio de inovações e nacionalizações de tecnologias. Uma demanda tecnológica ob- jeto de pesquisas nacionais visa as etapas de purificação do biogás para transformá-lo em biometano, gene- ricamente conhecido como upgra- ding, cujo objetivo é preparar o gás renovável para injeção da rede de gás canalizado ou para uso veicular. A necessidade principal do proces- so é remover o dióxido de carbono (CO 2 ) do biogás e também o gás sul- fídrico (H 2 S), que necessita de pré- -tratamento, para elevar o percentu- al de metano de aproximadamente 60% para mais de 90%. Ao se re- mover o CO 2 do biogás, a densidade relativa do gás cai e o poder calorífi- co aumenta. Há várias soluções tecnológicas disponíveis para remoção do CO 2 , que também removem outros com- ponentes do biogás, já utilizadas no Brasil nas poucas plantas de bio- metano existentes. As mais comuns são as de adsorção por balanço de pressão (PSA), as de absorção por lavagem com aminas, lavagem com água e lavagem com solventes orgâ- nicos e as por permeação, com se- A ROTA TECNOLÓGICA DO BIOMETANO Unidade de purificação de biogás, local onde o bocal supersônico entraria Resíduos e descartes para a geração de energia NADA SE PERDE por Marcelo Furtado

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