Brasil Energia | Ed. 455 - Fevereiro, 2019
Brasil Energia , nº 455, 1 de fevereiro de 2019 63 Armando Oscar Cavanha Filho é engenheiro mecânico (UFPR), pós graduado em Engenharia de Segurança (UFRJ) e mestre em Engenharia de Produção e Logística (UFSC). Autor de diversos livros publicados por várias editoras e registros de patentes, atualmente é diretor da Bratecc, professor convidado da FGV e IBP. Armando Cavanha OPINIÃO INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM ÓLEO E GÁS Segundo o site britanica.com , Inteligên- cia Artificial (IA) seria a capacidade de com- putadores de performarem tarefas associa- das a seres inteligentes. Aprendizado, Racio- cínio, Solução de Problemas, Percepção, Lin- guagem etc. Segundo o site tecmundo.com.br , seria um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capaci- dade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capaci- dade de ser inteligente. Os processos produtivos e administrativos que tenham capacidades cognitivas e que pos- sam ser conectados de início ao fim com inter- faces humanas provavelmente tomarão conta do ambiente futuro dos negócios de todas as áreas. Umas mais intensamente, outras menos, commaior oumenor rapidez. No segmento de O&G, especialmente no Upstream, aparentemente o movimento da Inteligência Artificial não estaria tão atualiza- do como na indústria aviônica, automobilísti- ca e de saúde, que já experimentam novidades e aplicam estes temas commaior visibilidade. O&G possui volumes estupendos de da- dos gerados a cada operação ao longo da cadeia produtiva. Há bastante evolução nos processos verticais, de aquisição, processamento, inter- pretação, decisão e ação. Mas pouca nos cami- nhos horizontais, sequência produtiva, interfa- ces entre diferentes funções, inputs e outputs entre diferentes ciências. São os casos de Geofísica/Geologia, interfa- ce com a Engenharia de Reservatório, com as Engenharias de Projetos e Construção, Monta- gem, Operação, Manutenção, Descomissiona- mento. Algumas adiantadas, outras com gaps, outras nem mesmo iniciaram. Suas conexões são um tanto pobres ainda, na horizontal dos diferentes processos, se comparados na consis- tência vertical da nuvem para os processos bá- sicos, e deles para a nuvem. Obviamente, oUpstreaméomais desafiador dos segmentos de O&G, pois envolve não só a parte visível de superfície mas o subsea, os po- Os desafios e oportunidades que a adoção da tecnologia impõem ao setor de óleo e gás
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