Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 37 tação maior de eólicas, principalmen- te no Nordeste, diante de restrições na rede de transmissão. Emuma eventual disputa pelo uso da rede, a fonte eólica, na região, entregaria mais energia pa- ra o sistema, ocupando omesmo espa- ço de transmissão, do que a solar, jus- tamente pelo alto fator de capacidade. A fonte já tem um espaço maior em leilões, concentrada no A-6, mas também com participação no A-4. O cenário levou a Absolar a solicitar a participação no A-6 deste ano, para disputar uma fatia da demanda do lei- lão que vem contratando maiores vo- lumes de capacidade. Apesar de uma aparente disputa, a integração com outras fontes e tecno- logias está no radar também da indús- tria - além dos desenvolvedores e ge- radores eólicos. A maior fabricante de aerogeradores do mundo (com 20% do mercado global em 2018), a dina- marquesaVestas, anunciou, em abril, a aquisição de participação minoritária de 25,1% da Sowitec, empresa alemã de desenvolvimentode geração eólica e solar, commais de 2,6 GWnomundo. A aquisição prevê a opção de compra total da companhia em três anos. A empresa tem apostado, aos pou- cos, emdiversificação de negócios, em- bora mantenha o foco na tecnologia eólica.Acompanhiaoferece,por exem- plo, estudos e simulações de potenciais comsuasmáquinas.Aaquisiçãoda So- witec pode reforçar essa oferta e vem comexpertise tambémem solar. Até pouco tempo, a Vestas se afir- mava como uma das poucas do setor que investia exclusivamente na fon- te eólica. Isso vem mudando desde o ano passado, quando a empresa en- trou no negócio de baterias através de investimento na Northvolt. Além dis- so, também participa de projeto hí- brido em parceria com a Tesla. Outra fabricante de aerogeradores e que também fornece sistemas de ba- terias é a brasileira WEG, embora seus negócios sejammuitomais diversifica- dos. A companhia anunciou, em 2018, o fornecimento de um sistema de ar- mazenamento para um concessioná- ria de energia dos Estados Unidos. No Brasil, a empresa também fabrica os rastreadores solares para os painéis. A necessidade de integrar novas tecnologias é uma forma de enfren- tar o desafio da intermitência da ge-
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