Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019

Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 53 teligentes até 2022, apoiados numa nova rede de comunicação própria e sistemas de sensoriamento, monito- ramento, automação avançada e cy- ber security, descreve Denis Mollica, gestor executivo de Engenharia da Distribuição e Desenvolvimento Tec- nológico da EDP Brasil. Já a CPFL Energia, outro grupo que ostenta um histórico robusto de apoio à inovação, após ter conec- tado mais de 33 mil grandes consu- midores por meio de medição re- mota e manter monitoramento dessas cargas dia e noite, agora vai partir para um piloto em Jaguariú- na (SP), distante apenas 43 km de Campinas, sede do grupo que hoje atende 9,1 milhões de consumido- res em quatro estados. Mais caute- losa, o objetivo também é trocar os medidores convencionais por mo- delos eletrônicos. Neste momento, a companhia testa quatro tecnolo- gias diferentes de telecomunicação. REDE PRÓPRIA Aliás, no que se refere a sistemas de missão crítica - em que não po- de haver falhas nas suas responsabi- lidades regulatórias -, as distribui- doras estão optando massivamen- te por implantar suas próprias re- des de telecomunicação. A conclu- são é que, no atual momento, ainda não é possível depender das com- panhias operadoras especializadas, mesmo com prestação de serviços resguardados por contratos mais robustos. Até porque, dependen- do das regiões, sequer há serviço de GPRS (sinal de celular) dispo- nível. A exceção é a Copel porque tem a Copel Telecom, que faz par- te do grupo paranaense e, portanto, há sinergias a serem aproveitadas. Num experimento em Curitiba, te- ve sucesso, inclusive, um sistema de medição unificado para água, ener- gia e gás, lembrando, mais uma vez, que todos esses serviços são hoje monopólio do governo do estado. As demais empresas estão utili- zando várias tecnologias de teleco- municação, de acordo com a necessi- dade específica. Para medição remo- ta local, a preferência tem recaído por redes tipo MESH. Nesse caso, os da- dos fluempela própria base de medi- dores que, equipados com pequenos repetidores, formam uma rede em que, mesmo que exista algum tipo de falha em uma unidade, o fluxo de in- formações não sofre interrupção. Já a tecnologia LoRa permite comunica- ção a longas distâncias. Vale lembrar que a tecnologia Power Line Com- munication (PLC), que permite o tráfego de dados pela fiação elétrica, tem raras aplicações no Brasil.Houve várias experiências, mas que esbarra- ram na complexidade e idade avan- çada da maioria das redes elétricas em operação nas cidades brasileiras. Isso, de certa forma, também tem dificultado estudos de integra- ção com demais redes de serviços públicos e que poderiam viabilizar, na prática, alguns sistemas voltados para o conceito de smart city. Até pela falta de política pública e devi- do a uma regulação que ainda deses- timula os usos diversos das redes das companhias que não para sua finali- dade principal. Daí projetos de Par- ceria Público-Privada (PPPs) de ilu- minação pública, por exemplo, aca- barem dispondo de suas próprias redes de dados, em paralelo aos sis- temas das concessionárias, configu- rando duplicidade de tarefas e mais uma ineficiência que acabará sendo arcada pelo contribuinte. Centro integrado da Copel, em Curitiba, permite o monitoramento das operações nas cinco regiões de atendimento da companhia

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=