Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019

Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 65 da primeira usina. Mas a cogeração aí será um pouco maior, com ca- pacidade de até 45 MW, com uma turbina de contrapressão e uma de condensação. Para garantir o su- primento de cavaco de eucalipto, a empresa deve usar de mesmo expe- diente que fez na primeira unidade: convênio com o Sicredi para finan- ciar produtores de eucalipto da re- gião do meio-oeste mato-grossen- se. Apenas para essas duas usinas, a estimativa é de necessidade de 30 mil hectares de florestas. E os investimentos da FS Bioe- nergia não param por aí. Recente- mente, o grupo anunciou a cons- trução de mais três usinas. A pri- meira terá o início de obras em maio, em Nova Mutum (MT), com investimento de R$ 1 bilhão e pro- dução de 530 milhões de litros/ ano (mais 340 mil toneladas de fa- relo de milho, 17 mil toneladas de óleo de milho) e 130 mil MWh/ ano da planta de cogeração. Mais outras duas, com perfis iguais, em Campo Novo do Parecis e Prima- vera do Leste (MT), serão constru- ídas a partir do primeiro semestre de 2020, depois que as operações da unidade de Sorriso estiverem con- solidadas, afirmou Abud. A meta da FS Bioenergia é che- gar a uma capacidade produtiva to- tal, com as cinco usinas, de 2,6 bi- lhões de litros/ano, tornando-se uma das três maiores do mercado de etanol do Brasil. A cogeração das demais plantas seguirá o modelo da usina de Sorriso, com potência ins- talada de até 45 MW, e turbinas hí- bridas, com geração anual próxima de 130 mil MWh/ano. MAIS INVESTIMENTOS A se guiar pelas projeções de crescimento da participação do eta- nol de milho na matriz brasileira, as oportunidades de expansão de cogeração de biomassa não se limi- tam aos investimentos da FS Bioe- nergia. Segundo o presidente-exe- cutivo da Unem, Ricardo Tomczyk, entre 2020 e 2021, o segmento já representará 10% do etanol produ- zido no país e, até 2028, a projeção é que chegue a 20%, algo em torno de 8 bilhões de litros anuais. O Mato Grosso vai continuar li- derando a tendência, por conta da alta produção do cereal e pela dian- teira tomada desde que a primeira usina flex foi inaugurada, em 2012, no município de Campos de Júlio. A partir dali, seguindo a primeira experiência, foram adaptadas pa- Sem biomassa residual para cogerar eletricidade, usinas de etanol de milho fomentam cogeração a cavaco de eucalipto e resíduos florestais

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