Brasil Energia | Ed. 456 - Maio, 2019
82 Brasil Energia , nº 456, 20 de Maio de 2019 HIDRELÉTRICA O interesse das empresas de geração de energia pela ges- tão de ativos vem crescendo nos últimos anos, motiva- do, principalmente, pela percepção de que a falta de uma operação nesse sentido aumenta as ineficiência no setor e, consequentemente, compro- mete as margens operacionais. No Brasil, o tema tem ganhado atenção e o mercado já conta com duas cer- tificações nesse campo, a ISO 55001 e a PAS 55, norma inglesa que regu- lamenta a prática. No geral, a gestão de ativos consiste na redução de custos operacionais, controle de riscos e melhorias de desempenho du- rante o ciclo de vida dos equipa- mentos. Para isso, as empresas contam não só com um software, mas também com um conjunto de normas que propõem mudan- ças de cultura organizacional, por meio de tecnologia, implantação de processos e análise de perfor- mance, risco e custo. “O interesse crescente pelas em- presas do setor de energia é expli- cado pela necessidade de buscar equilíbrio entre custo, desempenho e risco”, explica Marisa Zampolli, consultora do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre). A AES Tietê é uma das compa- nhias que vêm adotando a prática. A decisão de incorporar o sistema veio no início de 2009, após a em- presa de geração se debruçar sobre indicadores operacionais que po- deriam ser melhorados. Havia um nível ato de paradas forçadas e pou- cas paradas programadas para ma- nutenções preventivas. Com a adoção dos sistemas, os resultados apareceram em um ano. A empresa registrou redução de 75% no indicador de paradas força- MAIS EFICIÊNCIA, MELHOR DESEMPENHO Empresas de geração aprimoram a gestão de ativos para reduzir custos operacionais e controlar riscos das usinas ANDREA VIALLI Usina hidrelétrica de Ilha Solteira, localizada na bacia do Paraná
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=