Brasil Energia | Ed. 457 - Julho, 2019

Brasil Energia , nº 457, 1 de julho de 2019 55 Há descobertas promissoras feitas no país vizinho, como o campo de Boyuy, mas elas ainda dependemde compro- vação de viabilidade comercial. Outro fator que pode influen- ciar o papel dos bolivianos no mer- cado brasileiro é a demanda argen- tina. Se os projetos novos de gás no país argentino sofrerem atrasos ou fracassarem, parte do gás natural boliviano será desviado para lá. “O ideal para o Brasil seria con- tratar 30 milhões de m³/d com a Bo- lívia”, pontua Machado, lembrando que o gás boliviano já conta com a infraestrutura do Gasbol implantada e amortizada – o que pode tornar a oferta competitiva. Os bolivianos estão negociando contratos diretamente com distribui- doras brasileiras, uma vez que o con- trato inicial com a Petrobras se encer- ra no fim deste ano. Com o término, a estatal brasileira deve se limitar a comprar o que produzir nos campos bolivianos – algo em torno de 12 mi- lhões a 16 milhões de m³/d. Outra frente de oferta externa vi- rá pelos terminais de regaseificação de GNL. Além da infraestrutura da Petrobras, no Rio de Janeiro, Bahia e Ceará, novos terminais serão instala- dos no país nos próximos anos. Em Sergipe, a companhia elétrica do estado, a Celse, utilizará um termi- nal flutuante de regaseificação (FSRU) para abastecer a usina térmica Porto de Sergipe. No Porto do Açu (RJ), a Gás Natural Açu (parceria entre a Prumo Logística, BP Energy e Siemens) tam- bém recorrerá à mesma tecnologia pa- ra fornecer gás para termelétricas que serão construídas no local. Os estudos da EPE não incluem projetos que podem induzir aumento de demanda e, portanto, estimular a produção de gás nos próximos anos. É o caso das rotas 4, 5 e 6, que ajuda- riam a escoar o gás natural do pré-sal para portos no litoral, com a possibi- lidade de injetar esse volume na ma- lha de gasodutos. “O certo é que dentro de dez anos ou 15 anos, o mercado será comple- tamente diferente”, afirma Machado. O quão diferente, vai depender muito do impulso que poderá ser pro- porcionado–ounão–peloNovoMer- cado de Gás, programa do governo fe- deral quedeve ser lançadoemjunho. n CONFIABILIDADE E SEGURANÇA PARA SUAS OPERAÇÕES Confira todas as soluções que a Sotreq, revendedora certificada Caterpillar, oferece para suas operações nos mercados de óleo & gás e naval. Suporte 24h com técnicos especializados Disponibilidade imediata de peças Oficina dedicada Gestão remota de ativos Revendedor Certificado MSA e OGSA

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