Brasil Energia | Ed. 458 - Agosto, 2019

Brasil Energia , nº 458, 9 de agosto de 2019 79 5% do valor das tarifas, as compen- sações por perdas técnicas e não técnicas na distribuição e na trans- missão de energia. A proposta será analisada ainda, em caráter conclu- sivo, pela Comissão de Constitui- ção e Justiça e de Cidadania. AS EMPRESAS AGEM Segundo relatório da Aneel, a Light foi a distribuidora que apre- sentou a maior participação, de 19,6% nas perdas não técnicas to- tais no Brasil em 2018. Foi seguida pela Amazonas Energia (11,6%), Celpa (6,6%), Eletropaulo (6,3%) e Cemig (5,6%). A Light é também a segunda no ranking de comple- xidade socioeconômica, ficando atrás apenas da Celpa. Para fazer frente ao problema, as distribuidoras recorrem desde às soluções convencionais, como inspeção e normalização, até ações de implementação de novas tecno- logias de medição e inteligência. A Light informou que, nos últimos anos, investiu mais de R$ 1 bilhão no combate às perdas. Outra distribuidora que tem in- vestido no combate às perdas não técnicas é a Energisa. O grupo pre- vê, para os próximos três anos, um total de R$ 830 milhões no comba- te a essas perdas, segundo Mano- el Messias, gerente Corporativo de Proteção à Receita da empresa. O plano de ação da companhia envol- ve blindagem, medição inteligente, telemetria e análise de dados. De 2015 a 2018, a empresa apli- cou mais de R$ 250 milhões em técnicas e ações contra perdas, o que levou à redução de 0,45 ponto percentual das perdas totais em to- das as distribuidoras do grupo no Brasil, excluindo as recém-adquiri- das Ceron e Eletroacre. Atualmente, o grupo concen- tra maiores esforços no comba- te às perdas não técnicas nas du- as concessionárias adquiridas re- centemente da Eletrobras. Para os próximos três anos, a previsão é de investir R$ 238 milhões na distribuidora de Rondônia, en- quanto na distribuidora do Acre os investimentos devem chegar a Empresas investem em equipe e tecnologia mas permanecem acima do limite regulatório

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