Brasil Energia | Ed. 465 - Outubro, 2020

32 Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 EFICIÊNCIA Como as distribuidoras eram autorizadas a distribuir os recur- sos em até 24 meses, por diversos motivos estratégicos – como a pre- servação momentânea do caixa, tão pressionado – podem explicar o acúmulo do saldo. “Falta de pro- jetos e competência das escos não é”, diz o diretor técnico da Abesco, Alexandre Moana BANCO DE PROJETOS PARA INVESTIMENTOS A associação de empresas de serviços de conservação de ener- gia pretende organizar, conta Mo- ana, um banco de projetos de efici- ência prontos para ser implantados e com retornos mais interessantes para investidores institucionais que a atual remuneração de capital. O diretor cita retornos de investimen- tos no patamar de IPCA + 4,5% ao ano. Tal patamar de retorno pode- ria ser atingido com projetos de re- dução de 2% da energia. Essa é outra tendência que foi acelerada pela conjuntura atual. “Há pelo menos três anos estuda- mos como atrair os investidores pa- ra aportar nos projetos, comparti- lhando os rendimentos (a econo- mia de energia)”, diz Moana. Fundos que buscam investi- mentos em certificados verdes, por exemplo, poderiam ser atraídos. A ideia é formar umbanco de projetos que possa ser “filtrado”, por região do país, por segmento da indústria, por tipo de estratégia (aquecimen- to, retirada de emissões de gases es- pecíficos). Uma aplicação que pode ser especialmente incentivada nes- te novo ciclo de investimentos em eficiência é o aquecimento solar, tornando-se ainda mais competiti- vo com o armazenamento de calor, por exemplo, na indústria de ali- mentos - terceiro maior segmento consumidor, segundo a CCEE. A redução da produtividade industrial e a gradativa retoma- Consumo de energia (MW médio) Fonte:CCEE

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