Brasil Energia | Ed. 465 - Outubro, 2020
62 Brasil Energia , nº 465, 31 de outubro de 2020 SOLAR DO PORTO AO CLIENTE A LOGÍSTICA Os desafios para entregar os painéis, até em localidades remotas e de difícil acesso POR THAIS CUSTÓDIO E lemento-chave no mercado de geração fotovoltaica, a lo- gística de entrega de equipa- mentos solares em um país de dimensões continentais como o Brasil pode impor grandes desafios. Além da grande extensão territorial, estradas malconservadas e a segu- rança nas vias são algumas das difi- culdades apontadas pelas distribui- doras ouvidas pela Brasil Energia . Os equipamentos solares vêmpre- dominantemente da China e, menor escala, da Europa. O Porto de Santos, em São Paulo, é o local por onde che- ga grande parte das células solares im- portadas, segundo dados do Ministé- rio da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Entre janeiro e se- tembro deste ano, o porto recebeu 94.230 t de células solares em módu- los ou painéis e 261,3 t de células sola- res não montadas (insumos para a fa- bricação local). Ao todo, 44% das cé- lulas solares importadas pelo país che- gam pelo porto paulista. O Porto de Itajaí, em Santa Ca- tarina, figura como o segundo a movimentar esse tipo de carga. Nos primeiros nove meses de 2020, re- cebeu 50.294 t de células solares montadas em módulos ou painéis, correspondendo a 23,5% do total. Já o Porto de Paranaguá, no Paraná, recebeu no mesmo período 44.468 t de células solares em módulos ou painéis e 48,5 t de células solares não montadas, totalizando 20,8% das importações brasileiras. A logística de distribuição dos equipamentos no país se concentra também nas regiões Sul e Sudeste, Depósito de equipamentos fotovoltaicos da Aldo Solar, no Paraná
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