Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 83 noritários. E nomeou uma mulher como a primeira comandante de uma hidrelé- trica da empresa. A BahiaGás, por sua vez, estabele- ceu em seu código de conduta que to- da seleção deve avaliar colaboradores candidatos a promoções “unicamente por suas competências e condições de atender e se adequar às atribuições do cargo, não sendo aceitas decisões ba- seadas em preconceitos, favoritismos ou mesmo em privilégios de quaisquer naturezas”. Polêmicas recorrentes Ainda que sejam mais comuns a im- plementação de ações inclusivas pelas empresas, o tema ainda é sensível no mundo corporativo. Mesmo startups e empresas da nova economia, teorica- mente mais abertas à pauta progressis- ta, têm patinado nesses temas. A fun- dadora da fintech Nubank, Cristina Jun- queira, disse numa entrevista ao progra- ma Roda Viva, na TV Cultura, que “não dá para nivelar por baixo”, ao abordar a questão da dificuldade de contratar pessoas negras qualificadas. A declara- ção gerou uma onda de protestos nas redes sociais e levou o banco a se des- culpar pela fala da executiva. A Google enfrenta desde o início de dezembro uma crise de imagem a partir da demissão da cientista de inteligência artificial Tinnit Gebru, por causa de um e-mail enviado por ela a seus superiores, no qual reclamava de censura a um ar- tigo que os desagradou. Tinnit é negra e integrava o comitê de Ética em Inteli- gência Artificial na companhia. Neivia explica que a dificuldade para o avanço de políticas de diversidade, equida- de e inclusão tem como raiz a cultura cor- porativa (e social) do país, com empresas desenhadas por homens e para homens. Bruna de Lima Cavalheiro, a primeira mulher a comandar o Centro de Operação Integrado (COI) da Energisa Sul-Sudeste Edvaldo Santana, um dos raros executivos negros no setor elétrico
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