Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 85 presas GPTW”, disse, em referência ao selo Great Place to Work. Em resumo, ficar bem na foto pare- ce ser uma das razões que balizam de- cisões inclusivas. Mas não basta incluir, sem ter suporte da própria empresa pa- ra que tais funcionários possam exer- cer suas funções e almejar promoções em igualdade de condições. Quando a pesquisa da Aberje questiona quais me- didas a companhia adota para promo- ver a diversidade e a inclusão, 44% afir- mam que promovem desenvolvimento e treinamento de funcionários para me- lhorar o potencial de avanço de equipe minoritária ou desfavorecida. Ou seja, mais da metade não promo- ve algo do tipo. E ainda existe algo sem mensuração, que são os resultados das medidas de desenvolvimento. No setor elétrico, como em outros seg- mentos importantes da economia, o te- ma também está na pauta, com ações em curso para abrir caminhos. Até então, o segmento tinha uma divisão clara, uma espécie de regra não escrita: nas matrizes e escritórios centrais, o quadro era majori- tariamente composto por homens, bran- cos, formados em Engenharia, Economia, Direito ou Administração de Empresas. Enquanto isso, em áreas operacionais, a presença de negros era maior, fundamen- talmente eletricistas e técnicos, com pre- sença feminina mais escassa. A Energisa é uma das que tentam quebrar essa barreira, ao ter Bruna de Li- ma Cavalheiro como a primeira mulher a comandar o Centro de Operação Inte- grado (COI) da Energisa Sul-Sudeste, li- derando uma equipe de 49 colaborado- res. Engenheira eletricista, ela atua há se- te anos na empresa. “Durante os testes, identificamos de maneira bastante sóli- da que a Bruna tinha todos os requisitos necessários para esta vaga”, disse Tiago Diorio Sanches, gerente do Departamen- to de Operação da companhia. A empresa tem ainda outras três mu- lheres em atuação no COI e vem abrindo vagas para elas em atividades operacio- nais. Também vem se tornando mais ro- tineira a ocupação por mulheres de car- gos de diretoria ou gerência, por exem- plo. Outra empresa que criou iniciativas Para ser bem sucedida, a ruptura de paradigmas sociais deve ser gradativa e colaborativa
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