Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

86 Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 RECURSOS HUMANOS para aumentar a participação feminina foi a Atlas Renewable Energy, que es- tabeleceu o uso do chamado “currícu- lo cego”, em que a empresa avalia can- didatos de acordo com as capacidades técnicas, sendo omitidos dados como nome, informações de gênero e raça. Com isso, a empresa tenta evitar qualquer viés que induza a contratação de homens em detrimento às mulheres, explica Lilian Moreira, especialista em RH da Atlas no Brasil. A promoção da diversidade, aliás, deve ser feita de cima para baixo, partindo das lideranças, que são as pessoas que devem dar o exemplo para o restante da empresa. Crescimento A presença de mulheres no coman- do do setor elétrico cresceu nos últi- mos anos: desde quando o BNDES teve a economista Elena Landau no quadro de diretores, o setor viu a Associação Brasileira de Companhias de Energia (ABCE) ser presidida por Silvia Calou; viu a Aneel ter um assento da diretoria ocupado por Joísa Dutra; e viu o MME conduzido entre 2003 e 2005 por Dil- ma Rousseff, antes mesmo de seguir no governo e chegar à Presidência – entre tantos outros nomes. Elas abriram espaço para que profis- sionais assumissem cargos executivos, como Talita Porto e Roseane Santos, con- selheiras da CCEE, Élbia Gannoum, pre- sidente da Abeeólica, e Solange Ribeiro, presidente da Neoenergia. Recentemen- te, a AES Brasil anunciou Clarissa Sadock No Facebook, a EDP divulgou que, em 20 de novembro do ano passado, Dia da Consciência Negra, assinou o compromisso com a Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero, criada pelo Instituto Ethos, como forma de contribuir para a promoção de um mercado de trabalho mais igualitário para grupos minorizados A promoção da diversidade deve ser feita de cima para baixo, partindo das lideranças

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=