Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 87 como presidente da companhia e a 2W, que contratou Claudia Abreu para a pre- sidência de seu braço varejista. Em contrapartida, ainda não são co- nhecidos casos de gestores declarada- mente homossexuais, ainda que exis- tam políticas empresariais para inclusão de profissionais LGBTQIA+. Na Siemens, por exemplo, 30 mil colaboradores da empresa no mundo declararam-se não identificados como heterossexuais. Chegar ao topo ainda é difícil Da mesma forma, nem todas as com- panhias estão adaptadas com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiên- cia (PcD). Mesmo em questões de gênero etnia, ainda há muito o que fazer. Há países que adotam medidas de diversidade como políticas públicas. Como na Alemanha de Angela Merkel, que aprovou uma lei que obriga gran- des corporações a incluir pelo menos uma mulher em conselhos de adminis- tração – medida que vale para empre- sas com pelo menos três conselheiros. Para Neivia Justa, políticas públicas, com a adoção de medidas que obri- guem a inclusão de mulheres em con- selhos. Mas ela alerta: não é preciso es- perar a ação de governos. As empresas podem agir sem pre- cisar de políticas compulsórias. A Goldman Sacks estabeleceu no início de 2020 que só vai fazer operações de abertura de capital de empresas com pelo menos uma mulher no bo- ard da companhia. Apesar das iniciativas em curso, ainda é muito difícil encontrar mulheres execu- tivas. Em 2018, Agnes da Costa e Renata Isfer criaram o movimento “Sim, elas exis- tem”, para demonstrar que existem pro- fissionais capacitadas e competentes nos setores de energia e mineração. A iniciativa, que começou com uma lis- ta de potenciais candidatas a indicações para cargos no setor público, cresceu e re- sultou na produção de conteúdo voltado para o empoderamento feminino. Um bom exemplo A escassez de nomes é maior quan- do se trata de negros em cargos exe- cutivos em empresas de energia ou mesmo no governo. Um dos nomes mais conhecidos é o de Edvaldo San- tana, ex-diretor da Agência Nacional A BahiaGás estabeleceu que toda seleção para seus quadros deve avaliar candidatos a promoções unicamente por suas competências, evitando preconceitos

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