Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021
88 Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 RECURSOS HUMANOS de Energia Elétrica (Aneel), com pas- sagens como conselheiro em empre- sas de energia. Sergipano, filho de pedreiro e de uma enfermeira, o executivo possui 47 anos de atuação no setor elétri- co, com passagens pela Eletrosul pe- la Universidade Federal de Santa Ca- tarina (UFSC), onde lecionou até se aposentar. Edvaldo é um dos raros executivos negros no setor elétrico – Belo Mon- te, por exemplo, teve como seu primei- ro presidente um profissional negro. E ele lembra que, quando entrou na Ane- el, conheceu um presidente da CEB que também era negro. Atualmente, a Aneel, onde foi supe- rintendente de Estudos de Mercado an- tes de ser diretor, não possui nenhum integrante negro ou negra na diretoria, assessoria de diretoria ou em alguma superintendência, aponta. Casos de racismo foram mais comuns quando era jovem, como quando ia estu- dar com um colega de faculdade em Ipa- nema, bairro de classe média alta da zona sul do Rio de Janeiro. Na primeira vez que chegou ao prédio, acompanhado do co- lega, branco, foi orientado pelo porteiro para que utilizasse o elevador de serviço. Alertado pelos pais do amigo, o por- teiro repetiu o comportamento dias de- pois, quando retornou à residência para AÇÕES PARA MAIS DIVERSIDADE DICAS PARA ACELERAR INCLUSÃO Algumas medidas pode ser adotadas sem muito esforço para que a diversidade se torne realidade nas empresas do setor elétrico. Nem todas vão resultar em efeitos imediatos, mas podem sinali- zar a colaboradores e ao mercado o plano de ser mais inclusivo CURRÍCULO CEGO Monte um comitê no RH para analisar candidatos sem dados como foto, endereço, formação acadêmica e dados pessoais, com foco apenas em qualida- des e habilidades profissionais. O EXEMPLO VEM DE CIMA Lideranças precisam ser o espelho para todo o quadro de colaboradores. A seleção de conselheiros, diretores e superintendentes deve ter critérios de diversidade e inclusão. OUÇA Crie espaços para que colaboradores relatem casos de racis- mo, assédio, homofobia e transfobia, entre outros. Comitês de ética devem analisar denúncias e confortar funcionários víti- mas de tais casos de forma imparcial e serena, mas com rigor.
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