Brasil Energia | Ed. 467 - Fevereiro, 2021

Brasil Energia , nº 467, 1 de fevereiro de 2021 99 fere primazia ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para determi- nar o melhor regime de exploração a ser adotado nos leilões do pré-sal. Para jus- tificar a posição, Serra evocou a expec- tativa frustrada da 6º Rodada de Parti- lha de Produção, quando quatro blocos (Cruzeiro do Sul, Sudoeste de Sagitário, Bumerangue e Norte de Brava) ficaram sem oferta. “Se os próximos leilões do pré-sal repetirem o fracasso dos últimos, será muito ruim para o país”, afirmou o di- retor de Exploração e Produção do IBP, Antonio Guimarães, para quem o regi- me de partilha, o direito de preferência da Petrobras e o polígono legal do pré- -sal constituem os principais pivôs regu- latórios daquela província petrolífera. “Quando digo que pleiteamos a con- cessão é o pacote completo”, alerta. Em sua análise, o modelo, erigido sob o falso pressuposto do “risco zero- -bilhete premiado”, cria incertezas, cus- tos e complexidades desnecessários. “A percepção de que bastava perfurar no pré-sal para encontrar uma piscina de óleo está enterrada”, sentenciou o dire- tor do IBP. Como se vê, apesar de o impulso ex- ploratório no pré-sal ter ganhado vigor nos últimos anos, é preciso avançar pa- ra torná-lo ainda mais atrativo ao capi- tal petrolífero. n Exploração nos blocos Titã e Opal

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