Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

112 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 ENTREVISTA ROBERTO DI SILVESTRO As iniciativas dedisputar o FPSOdeGatodoMa- to,daShell,comaBWOffshore,eobiddaP-78/P-79, no consórcio liderado pela Daewoo, marcam uma volta efetiva da Saipemaomercado de FPSOs? Se você se refere ao Brasil, sim, com certe- za. A Saipem nunca saiu do mercado de FPSOs. As duas últimas unidades que entregamos fo- ram para o campo de Kaombo para a Total, que estamos operando em Angola, e entregamos também uma unidade para o campo de Jan- gkrik, na Indonésia. A Saipem é bem seletiva nas escolhas dos projetos de FPSOs porque são projetos muito grandes do ponto de vista da exposição financeira e risco, e queremos avaliar bem. Estamos disputando as licitações de Gato do Mato e de Búzios 7 e 8 e, agora, fomos qua- lificados também pela Petrobras para ser main contractor para bids de FPSO EPC. Existe no momento alguma negociação mais avançada em relação à prestação de serviço de operação de FPSO no Brasil? Não, nesse momento estamos olhando o mercado, mas a gente acredita que possa ter solicitação no futuro da Petrobras para opera- ção de uns ativos. Nesse caso, estaremos dispo- níveis. Vamos ver. Teve uma discussão no passa- do sobre isso, mas não evoluiu. Saipem e Petrobras estavam negociando a ex- tensão do contrato de afretamento do FPSOCida- de deVitória. Isso foi fechado no fim das contas? Não. Soube por vocês que a Petrobras está tentando vender o ativo. Então, acredito que a Petrobras esteja avaliando a situação para deci- dir como seguir em frente. A gente está total- mente disponível para ajudar nosso cliente, mas estamos aguardando decisão da Petrobras. Como fica o FPSO Cidade de Vitória? Se uma empresa comprar o campo de Golfi- nho, isso significa que tem a intenção de produzir pormais anos e vai encontrar a Saipempronta pa- ra trabalhar com ele. Acho que o FPSO Cidade de Vitória vai fazer sua tarefa por muitos anos amais. Ter um único FPSO em carteira no Brasil não im- põeumcustodeoperaçãomuitoaltoparaaSaipem? É possível, mas não posso saber com certeza porque não tenho os números dos nossos com- petidores. Estamos gerando o FPSO como um projeto e, dessa forma, conseguimos, até hoje, manter sob controle esse custo. Com certeza, se a gente tivesse a possibilidade de operar mais de um FPSO algum custo de overhead poderia ser compartilhado, mas no final não vejo problema. O sr. afirmou que quer fechar mais um contra- to para o Brasil em 2021. Isso se dará com Surf, FPSO ou com o bid para trocar de linhas flexíveis por rígidas emTupi? Qual a sua maior aposta? A licitação da troca de linhas é um projeto importante e bem interessante. Acho que em termos de valor será maior que Búzios 5. En- tregamos a proposta de Mero 3 e vamos ver o que acontece. Aguardamos também a chegada do pacote de Búzios 6. Existe a expectativa que possa ser Búzios 6 e outras fases. Vamos ver co- mo a Petrobras irá encaixar as coisas. Estamos sempre acompanhando o assunto do desenvol- vimento de Lapa, operado pela Total, que pode- ria retomar esse ano. Estamos também aguar- dando o bid de Gato do Mato e deve ter tam- bém o hisep que, quem sabe, pode sair até o primeiro semestre, e lá para o fim do ano temos ainda a expectativa de receber também o paco- te da proposta de Mero 4. Estou confiante. A Saipem teria capacidade de execução para tocar todos esses projetos? Isso é um ponto importante. A Saipem tem três barcos, o FDS, FDS 2 e Constellation, que são totalmente capazes de dar conta desses tra- balhos. A gente poderia executar até três pro- jetos. Temos três barcos disponíveis para o Bra- sil. Obviamente, estamos ofertando eles fora do

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