Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021

30 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 EÓLICA O relacionamento com a comunida- de do entorno dos parques, segundo Tatiana, se consolida na fase de obras com a criação de um centro de comuni- cação social. A partir daí são desenvol- vidos programas sociais personalizados, o que inclui, por exemplo, programas de capacitação para agricultura susten- tável, que no momento é realizado em Touros, no Rio Grande do Norte, aten- dendo 90 famílias. Ela cita ainda pro- gramas de incentivo ao empreendedo- rismo feminino, cursos para produção de doces com frutas locais e doação de máquinas de costura para produção de máscaras anti-Covid19 em ateliês for- mados com os moradores. Na Ibitu, o procedimento é similar. Segundo Vicentini, na fase de licencia- mento, as comunidades que vivem no entorno dos parques são identificadas (ao todo são 9.600 pessoas) e, a partir daí, a empresa, além de ações condicio- nantes da licença, em comunicação so- cial e educação ambiental, também pro- move intervenções voluntárias em esco- las e na própria cidade. De acordo com o gerente, as carências atingem até o poder público local. Em seu parque Caldeirão Grande I, no Piauí, a empresa ajudou a prefeitura a implan- tar um sistema para arrecadar o Imposto sobre Serviços (ISS), que passou a entrar no caixa da cidade com o empreendi- mento. Também demonstra as carências locais um projeto da AES com uma ONG chamada Litro de Luz, em comunidades de Caetité e Igaporã que, apesar de vizi- nhas a modernos complexos eólicos, não contam com energia elétrica. O projeto com a ONG improvisou postes de canos de PVC, luminárias com garrafas PET e painéis solares para criar uma iluminação pública off-grid nas comunidades. Assentamentos em estudo Embora os contratos de arrendamen- to sejam cobiçados por muitos moradores das regiões eólicas, o que chega a provo- Andrea Santoro, coordenadora de sustentabilidade e responsabilidade social da AES: para muitas famílias, o arrendamento é a única fonte de renda Tatiana Marques, a gerente de licenciamento ambiental da CPFL Renováveis: estratégia da empresa é manter uma normativa interna para estabelecer as características mínimas que o estudo ambiental deve conter

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