Brasil Energia | Ed. 468 - Abril, 2021
50 Brasil Energia , nº 468, 5 de abril de 2021 PETRÓLEO são os mesmos, a não ser que a Petro- bras decidisse que todos os descomissio- namentos seriam feitos no Brasil por em- presa brasileira”, ponderou o executivo. Segundo ele, sem incentivo para a indús- tria nacional, não será possível competir. Terpins, do EAS, concorda com a ne- cessidade de uma política nacional que incentive a indústria e gostaria de ver a Petrobras dando preferência à indústria nacional, na qualidade de empresa pú- blica. Contudo, a executiva afirma que a demanda por descomissionamentos é real e que há outros ganhos na realiza- ção do processo no mercado interno. “O que vai efetivamente garantir a competitividade da indústria nacional em relação a isso é a combinação de to- dos os fatores: qual a destinação que vai ser dada ao produto do desmantelamen- to; a capacidade dos estaleiros de fazer isso de uma forma safe and sound , ou seja, segura e correta do ponto de vista ambiental; o custo logístico para o trans- porte das plataformas até o estaleiro on- de vão ser desmanteladas; o custo das embarcações que serão utilizadas para fazer o desmantelamento”, listou. Terpins contou que o EAS está tentan- do criar um modelo de negócios para tor- ná-lo competitivo. O estaleiro está traba- lhando com empresas siderúrgicas para desenvolver um mercado em torno da su- cata decorrente das embarcações. “O ide- al é que a destinação [da sucata] promova a reciclagem, a reutilização daqueles resí- duos, e é um mercado ainda em desen- volvimento”, declarou. Questionada pela reportagem se há previsão de priorizar o mercado nacional em descomissionamentos futuros, a Pe- trobras não respondeu. Até 2025, a es- tatal pretende descomissionar 18 plata- formas, movimentando US$ 4,6 bilhões. Segundo o painel dinâmico da ANP, a Petrobras já fez a remoção de pelo me- nos quatro FPSOs – Marlim Sul, Cidade do Rio de Janeiro, Cidade de Rio das Os- tras e Brasil. A Brasil Energia pergun- tou à estatal sobre a destinação dos ati- vos, que respondeu: “as unidades cita- das são afretadas, não sendo, portanto, de propriedade da Petrobras. A destina- ção das embarcações é de responsabili- dade das respectivas proprietárias, que devem respeitar todas as legislações na- cionais e internacionais pertinentes”. A Petrobras também já removeu as semis- submersíveis P-12 e P-27. n Piranema Spirit, no campo de Piranema, na Bacia de Sergipe-Alagoas
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=