Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
28 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 RENOVÁVEIS Os leilões são importantes para viabilizar o financiamento de pro- jetos de recuperação energética de grande porte inéditos no país, co- mo as usinas de WTE, sob a moda- lidade project finance . A venda an- tecipada da energia elétrica permi- tiria o oferecimento dos recebíveis ao agente financeiro com melhores condições de empréstimo. Somados à constituição de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) nas estru- turações, os projetos teriam poten- cial para atrair investidores. A indicação é a de que a fonte precisará ter preço-teto diferencia- do, provavelmente entre R$ 600 e 650/MWh, para ser incentivada nas possíveis primeiras contratações, mas o governo ainda não definiu va- lores e nem o volume a ser contrata- do, o que dependerá do número de projetos e de suas condições finan- ceiras e operacionais. Existe a expectativa de que os pro- jetos em estruturação nos últimos anos aproveitem o leilão para serem viabilizados. Em um levantamento aproximado, haveria quase 200 MW em potência instalada nesses empre- endimentos em elaboração, a maioria no eixo Rio-São Paulo. O maior de- les é do grupo Lara, a URE (Usina de Recuperação Energética) Mauá, na ci- dade de mesmo nome em São Paulo, com 80 MW de potência e capacida- de para incinerar 3 mil toneladas de lixo por dia. A iniciativa já conta com licença prévia ambiental e receberia lixo de várias cidades da região me- tropolitana de São Paulo e mesmo do litoral paulista. Um segundo projeto, o mais anti- go e com licença de instalação emiti- da, é o da URE Barueri, de 20 MW de potência e capacidade para processar 825 t/dia de lixo, que está há cerca de cinco anos prorrogando – principal- mente por dificuldades de se finan- ciar – o início de suas obras. Há a ex- pectativa no mercado de que o proje- to de Barueri, da Orizon Valorização de Resíduos, que previa por mais uma vez começar as obras da usina neste
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