Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021

Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 29 ano (o que ainda não ocorreu), tam- bém se cadastre no leilão. Ainda em São Paulo, há projeto da companhia estadual de saneamento, a Sabesp, que firmou acordo com a pre- feitura de Diadema para usina de recu- peração energética de 15 MW de po- tência, capaz de processar 500 t/dia de resíduos sólidos urbanos da cidade na região metropolitana do estado. No Rio, há dois projetos recém- -anunciados e com porte médio de geração. A empresa Ciclus Ambiental anunciou no ano passado a estrutu- ração de uma URE no bairro do Caju, na capital fluminense, para 30 MW e capacidade para receber 1.300 t/dia de lixo. Já em São João do Meriti, na Baixada Fluminense, há um projeto recente da URE Fluminense, já licen- ciado que, segundo a empresa, está em vias de ser construído. Parceria com a concessionária de limpeza ur- bana da cidade, a Mais Verde, a ideia é transformar 400 t/dia de lixo em CDR (combustível derivado de resí- duos) para processo de gaseificação, que gera gás síntese empregado em turbinas em planta com capacida- de para 10 MW. O processo também vai gerar 40 mil litros de combustível biossintético, equivalente ao diesel, para abastecer a frota da prefeitura. Há ainda mais outros projetos em fase mais incipiente, em dois consór- cios intermunicipais em São Paulo, que pretendem criar usinas para tra- tar os resíduos das regiões. Na Baixada Santista, onde os aterros que recebem o lixo das cidades litorâneas da região entram em colapso, está em discussão por um consórcio de empresas priva- das (Valoriza Santos) a implantação de uma usina para tratar 2 mil t/dia e com 38 MW de potência. Também cidades da região metropolitana de Campinas, por meio de ação do Consimares, con- tam com projeto de URE com expecta- tiva de sair do papel. Usina WTE em Roskilde, de 19 MW, na Dinamarca: uma das 2.430 em operação no mundo

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