Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
34 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 NEGÓCIOS bilizarão com autoprodutores, sendo 60% deles eólicos e o restante, solares. Outro aspecto que explica o suces- so da modelagem de autoprodução por equiparação é o aumento de competi- tividade que a oferta desse tipo de es- truturação proporcionou a desenvolve- dores. Segundo ressalta o executivo de energia em project finance do Santan- der, Raphael Barcelos, o desenvolvedor que estrutura um parque no modelo se diferencia no mercado de renováveis, muito competitivo na disputa por PPAs. Isso porque os projetos com autopro- dução passam a depender menos de as- pectos como fator de capacidade, recur- sos eólicos ou solares, o que nem sem- pre é possível ter no nível mais compe- titivo. Nas ofertas, a autoprodução aca- ba sendo mais atraente, mesmo com parques com produção menor, já que a energia será com certeza mais bara- ta por conta da redução dos encargos. Na Casa dos Ventos Exemplo de desenvolvedor que está utilizando a modalidade de autoprodu- ção é a Casa dos Ventos. Nessa nova fa- se de investimentos do grupo, com três complexos (Folha Larga Sul, de 151,2 MW; Rio do Vento, de 1.038 MW; e Ba- bilônia Sul, 300 MW), o foco é formali- zar PPAs com autoprodução por equipa- ração, disse à Brasil Energia o diretor de Novos Negócios, Lucas Araripe. Foi inclusive no parque Folha Larga Sul, na Bahia, de 151,2 MW, que o no- vo modelo para eólicas estreou no país, em um acordo com a Vale, que adquiriu ações ordinárias na SPE para se tornar autoprodutora do parque que entrou em operação no ano passado em Cam- po Formoso. Pelo acordo, o acerto com a Vale tem duração de 23 anos. Para contratar a energia dos demais parques, outras autoproduções foram desenvolvidas. Na fase 1 do Rio do Ven- to, de 504 MW, foi assinado o maior PPA, com a Anglo American, para 95 MW médios, e na sequência outro com a Braskem, para 50 MW médios. Outros acordos com autoprodução, em escala menor, foram desenvolvidos com a Vul- cabras, Tivit e a Baterias Moura. Na se- gunda fase do Rio do Vento, segundo Araripe, também outros acordos com o mesmo modelo estão para ser anuncia- dos e, no Babilônia, da mesma forma, as conversações são no mesmo sentido. Para o diretor da Casa dos Ventos, ter começado a atuar dessa forma realmen- te fez a empresa se diferenciar de outros Autoprodução ficou mais atrativa depois da queda acentuada dos preços em leilões das fontes eólicas e solares, a partir de 2017
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