Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 35 desenvolvedores que negociam apenas contratos convencionais. Segundo ele, o produto oferecido, que inclui não só a isenção de encargos, mas os descon- tos do fio de 50% – para os projetos ou- torgados até fevereiro de 2022 (um ano após a aprovação da lei 14.120/2021, que vai acabar com os subsídios) –, fi- cou imbatível em preço. O produto da Casa dos Ventos in- clui ainda construção de PPA de lon- go prazo com ferramentas financeiras para garantir previsibilidade de preço ao longo dos anos e a opção de com- pra das ações ordinárias pelo cliente, para se tornar autoprodutor, apenas na entrada da operação do parque. Essa opção apenas a partir da opera- ção faz com que todo o risco de cons- trução, além do operativo, fique com a desenvolvedora. Sócio na entrada Embora a maior tendência no mo- delo de autoprodução por equipara- ção seja nesse tipo de produto em que o consumidor-autoprodutor não se in- teressa em compartilhar os riscos de construção e operação com a desen- volvedora, atendo-se apenas às vanta- gens da energia limpa e barata, há ca- sos em que a sociedade começa já no começo do projeto. Um exemplo ocorreu entre a quími- ca Unipar, produtora de cloro-soda, e a AES Brasil, que firmaram joint-ventu- re 50/50 no ano passado para controle compartilhado de parque de 155 MW do complexo eólico Tucano, na Bahia, em construção e com entrada em ope- ração para o fim de 2022. Pelo acordo entre as empresas, que incluiu a compra de 95% das ações or- dinárias e 5% das preferenciais pela Unipar, a produtora eletrointensiva ga- rantiu 60 MW médios em um contra- to de 20 anos, o equivalente a um ter- ço de seu consumo em duas plantas in- dustriais no Brasil, em Cubatão e Santo André, ambas em São Paulo. Do total investido no parque (R$ 625 milhões), 75% foram financiados por BNB e emis- sões de debêntures, e os 25% restantes divididos entre AES e Unipar. Segundo o gerente de Relações com Investidores e Relações Institucionais da Igor Fonseca, do Santander: 1,5 GW de autoprodução a viabilizar até fim do ano Rogério Pereira Jorge, da AES Brasil: em negociação para novos contratos
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