Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
78 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 COMERCIALIZAÇÃO Q uando o assunto é energia, a indústria vive hoje dois es- tados de ânimo bem distin- tos, a depender do prazo em perspectiva. Se o cenário é de cur- tíssimo prazo, a análise não é nada ani- madora, com tarifa de energia elétrica na bandeira vermelha e gás natural reajus- tado pela Petrobras em 39% em maio. Mas se o horizonte vai para o médio e longo prazo, há motivos para um pouco de otimismo. Isso porque, pelo lado da ele- tricidade, está aparentemente encaminha- da a abertura do mercado livre de energia, prevista para 2024, mesmo que a um rit- mo considerado lento por representantes da indústria. Já pelo lado da energia térmi- ca, a aprovação da Nova Lei do Gás pro- mete trazer competitividade ao preço da molécula, com a quebra do monopólio da Petrobras, para aproveitamento não só do gás do pré-sal, mas também da oferta crescente de GNL (gás natural liquefeito). Esse cenário promete trazer ainda si- nergia entre os dois energéticos, eletri- cidade e gás, com benefícios diretos pa- ra a indústria. Para o presidente da Ana- ce, Carlos Faria, a tendência, quando os dois mercados estiverem abertos e com- petitivos, é o Brasil seguir o que ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos, cujos consumidores industriais sempre con- sideram os cenários de preços entre as duas alternativas, adotando quando vi- NOVAS OPÇÕES PARA O CLIENTE INDUSTRIAL A abertura dos mercados de energia elétrica e gás viabilizará frentes para diversificar a comercialização de energéticos para a pequena e média indústria POR MARCELO FURTADO
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=