Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 79 ável a cogeração a gás no lugar do con- sumo direto de eletricidade da rede. Mercado + livre Mas para chegar a esse cenário, a co- meçar pela abertura do mercado livre, as indústrias pedem mais celeridade. Tem es- sa opinião o diretor do departamento de infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti, que critica o cronograma vigente de aber- tura do mercado de apenas equiparar os consumidores especiais (que só podem comprar apenas energia incentivada) com os livres, com a redução paulatina de limite de demanda para ser especial, hoje em 1,5 MW e no próximo ano de 1 MW. Segundo Cavalcanti, a Fiesp defende a aceleração do processo de abertura com a extinção do limite mínimo de deman- da contratada de 500 kW para a migra- ção para consumidores do grupo A, o que atrairia para o ACL um grande número de pequenas e médias indústrias. Para ele, a aceleração seria possível ao se aproveitar algumas “janelas de oportunidade”, co- mo a descotização das usinas da Eletro- bras e a renovação dos termos comerciais de Itaipu (Anexo C do Tratado) em 2023. Com estas medidas, na sua análise, seria possível a migração de todos os consumi- dores industriais e comerciais para o am- biente livre já nos próximos dois anos. O potencial para a migração ao ACL dessa classe de consumidores é muito grande. Para se ter uma ideia, a estimati- va é que existam 200 mil unidades con- sumidoras do grupo A (média e alta ten- são) no país, enquanto no total há ape- nas 23 mil unidades no ACL. Para o presidente da Anace, Carlos Fa- ria, esse contingente fora do ambiente li- vre só demonstra a urgência de abertura para consumidoras com demanda abaixo de 500 kW, onde se concentram muitas indústrias pequenas e médias ciosas pela economia de 20% até 30% na conta de energia conseguida no ACL. Faria ressalta que os custos com energia das indústrias estão hoje muito pressionados, sobretu- do pelos encargos setoriais que somaram R$ 5 bilhões apenas nos quatro primeiros meses do ano com perspectiva de chegar a R$ 20 bilhões até o fim do ano. Mas há também outros pontos que Fa- ria entende como importantes para facilitar a entrada de mais consumidores de menor porte na CCEE. Para começar, a Anace é contrária à ideia ainda em discussão de tor- nar obrigatória a representação na CCEE de consumidores com carga abaixo de 1 MW Isoconteiner da Golar Power
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=