Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021

80 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 COMERCIALIZAÇÃO por comercializadores varejistas. A entidade considera reserva de mercado para os co- mercializadores e entende como umcusto a mais para os consumidores. O outro ponto é a necessidade de rever as exigências hoje iguais a grandes e pequenos consumidores para entrarem no ACL, já que o risco dos pequenos é muito menor. Já para o conselheiro da CCEE, Marcelo Loureiro, o comercializador varejista foi criado justamente para facilitar o processo demigra- ção e manutenção de consumidores de me- nor porte no mercado livre, entre estes os in- dustriais. Segundo ele, a câmara defende que a figura deve ser fortalecida na medida em que se reduziremos requisitos para a entrada no ambiente, para garantir que essa amplia- ção se dê de forma segura e organizada. Para as empresas, continua Lourei- ro, o comercializador varejista represen- ta uma alternativa mais simples, barata e menos arriscada para o acesso ao mer- cado livre, sem ter que desenvolver toda uma área especializada nos procedimen- tos da comercialização de energia e ter que lidar com todos os riscos envolvidos. Pelos dados da CCEE, os ramos indus- triais são minoria nas novas migrações. De janeiro a março de 2021, das 1.540 novas cargas para o mercado livre, 287, ou cerca de 19%, se enquadram nos ramos indus- triais. Ao se considerar os 12 meses entre março de 2020 e março de 2021, da ade- são total de 5.738 novas unidades consu- midoras ao ACL, 1.201, ou cerca de 21%, se enquadraram nos setores industriais. Das 23 mil unidades consumidoras no ACL, 7.048 cargas são de indústrias e, des- tas, 3.991 comdemanda contratadamenor do que 1 MW, portanto de menor porte. Mesmo que em volume de cargas as indús- trias representem cerca de 30%, em mar- ço de 2021 foram responsáveis por 16.341 MWmédios do total de 22.309MWm con- sumidos no ACL, ou 73%, tendo em vista o grande consumo de empresas de maior porte, muitas delas eletrointensivas. GNL na Bahia Além da abertura do mercado de ener- gia elétrica, a outra grande expectativa energética do setor industrial é com o gás natural, com promessa de no médio prazo ter o preço da molécula reduzido na esteira da Nova Lei do Gás, que trabalha para o fim do monopólio da Petrobras e para um am- biente competitivo e de contratação livre. Carlos Cavalcanti, diretor da Fiesp, acredita que a entrada de novos ofertantes no mercado de gás poderá induzir a competição no país Carlos Faria, presidente da Anace: custos com energia das indústrias estão pressionados, sobretudo pelos encargos setoriais

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