Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 81 Para o diretor da Fiesp, Carlos Cavalcanti, embora no curto prazo o cenário mereça aten- ção e não sinalize queda nos preços, já que no estado de São Paulo o repasse do reajus- te de 39%, a ser feito no fim de maio, ainda será agravado pelo IGP-M de 32% acumula- do nos últimos 12 meses, no médio prazo há a expectativa firme de que a entrada de no- vos ofertantes, principalmente via terminais de GNL, poderá induzir a competição gás-gás no país com a esperada redução de preços. Para ele, nesse ambiente a demanda industrial, en- tre todos os tipos de consumidores industriais, aumentará consideravelmente. Esse movimento de competição, aliás, mesmo que a abertura do mercado ainda não exista de fato, começa a dar mostras no país e em proje- tos com promessa de beneficiar os consumidores industriais. Um bastante emblemático está se de- senhando na Bahia, em uma parceria entre a dis- tribuidora de combustíveis Petrobahia e a norte- -americana New Fortress Energy (NFE), que em ja- neiro deste ano adquiriu a Hygo Energy (ex-Go- lar Power), uma joint venture entre a Golar LNG e a Stonepeak, o que a tornou um dos principais players em infraestrutura e comercialização de gás natural liquefeito (GNL). O projeto é uma parceria que visa aproveitar a penetração comercial e logística da Petrobahia, pelo interior da Bahia e futuramente outros esta- dos nordestinos, para transportar o GNL da New Fortress para uso em postos de combustíveis e
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