Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
82 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 COMERCIALIZAÇÃO por indústrias. O potencial, segundo expli- cou à Brasil Energia o presidente da Pe- trobahia, Thiago Andrade, é muito grande e permite o deslocamento do GNL para um raio de 1.000 km, permitindo a interioriza- ção do gás natural em regiões distantes de gasodutos. Pela estratégia da parceria, a New For- tress alimentará de GNL seus próprios iso- contêineres para transporte nas carretas da Petrobahia, que seguirão para alimentar in- dústrias e postos de combustíveis. Cada uni- dade consumidora terá estação de regasei- ficação da New Fortress para uso do com- bustível gasoso. Em abril, dois postos da Pe- trobahia foram inaugurados em Vitória da Conquista e Jaquaquara e, ainda em maio, mais dois serão abertos, em Jequié e Can- deias, também na Bahia. E outras inaugurações se seguirão, se- gundo Andrade, já que foram mapeados 50municípios na Bahia, que ficarão empar- te dos chamados corredores azuis planeja- dos para todo o Nordeste, nos quais a cada 200 km de rodovia está previsto um posto de GNL com a bandeira da Petrobahia. Já para uso do GNL na indústria, a expec- tativa, para o executivo, é ainda maior e de- ve se expandir no curto prazo, de maneira mais rápida do que o uso automotivo, que demanda também um plano de conversão de carros para gás nas regiões. Segundo re- vela Andrade, hámuitas negociações eman- damento e algumas praticamente fechadas. Está no pipeline indústrias de minera- ção, cerâmica, siderurgia e indústrias me- nores, já que a solução é escalável. A tec- nologia modular da New Fortress para re- gaseificação, instalada sem custo para o consumidor mediante contratos de lon- go prazo, permite estações para atender desde volumes mais baixos de GNL, como 1.500m 3 até 50mil m 3 por dia, ou para ca- sos de grandes consumidores, na casa dos milhões de metros cúbicos. As vantagens para as indústrias distan- tes dos gasodutos, segundo Andrade, vão desde o custo competitivo da molécu- la até em razão do aspecto ambiental de usar o gás natural, um fóssil de baixo im- pacto e de apoio para a transição energé- tica, substituindo a poluente queima de diesel, óleo combustível e de carvão mine- ral. Além de indústrias na Bahia, há nego- ciações com indústrias no Maranhão. Para o suprimento do GNL, a New For- tress está em fase final de implantação de unidade de liquefação do gás de poço ma- duro onshore que a empresa tem na con- cessão de exploração na ilha de Itaparica, perto de Salvador. A outra opção de for- necimento será de opção offshore, a partir de navio de gás que fica ligado à usina ter- melétrica de Porto de Sergipe I (que a em- presa tem participação de 50% junto com a elétrica Celse). Esse navio, além de alimentar a usina, a partir de terminal de regaseificação, tam- bém alimentará outros navios menores de GNL, que seguirão, no plano da NFE, para outros portos no país. Nos primeiros forne- cimentos, para os dois postos em funciona- mento, a empresa usa abastecimento alter- nativo proveniente do Sudeste. A Petrobahia atua há 25 anos no mer- cado de combustíveis líquidos, conta com 100 postos bandeirados pelo estado, com 7 bases de distribuição, e há dez anos en-
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