Brasil Energia | Ed. 469 - Junho, 2021
94 Brasil Energia , nº 469, 1 de junho de 2021 EMPRESAS críticos, como empresas de geração eó- lica, solar e hidrelétrica. A Delfos, com sede em Fortaleza, le- vantou em abril R$ 5 milhões em uma nova rodada de investimentos. Os re- cursos foram aportados pela Domo In- vest, que liderou a operação, EDP Ven- tures, BMG Uptech e Bossa Nova. A Del- fos surgiu a partir de um prêmio global de inovação da EDP em 2016. “A partir do investimento que rece- bemos, o principal objetivo passa a ser executar o roadmap de desenvolvimen- to de produto, voltado às demandas do mercado para uma economia de bai- xo carbono, e para alcançarmos nosso crescimento projetado”, diz Guilherme Studart, presidente da Delfos. Outra startup acelerada por uma energética, a movE, da área de mobili- dade elétrica, contou com recursos e su- porte da AES Brasil. Sediada em Floria- nópolis, tem como carro-chefe a oferta de soluções para a gestão de recargas para estruturar e desenvolver o negócio. A conexão entre empresas de energia e startups ganha mais relevância no pa- ís, que vive disrupção tecnológica, mu- dança regulatória e transição energética – tudo ao mesmo tempo. Temas como hidrogênio, armazenamento de ener- gia, smart cities, geração distribuída e eficiência energética demandam grau maior de inovação. As soluções encon- tradas passam até mesmo pelo financia- mento dos novos players. A EDP, por exemplo, tem uma estru- tura dedicada à inovação. Em 2020, a empresa fez conexão com 230 novas startups no Brasil, das quais 65 avan- çaram para sessões de mapeamento de oportunidades, culminando em 20 va- lidações de novas soluções, de acordo com relatório anual de sustentabilidade do ano passado. Também entrou de cabeça no ecos- sistema inovativo o Grupo Ipiranga, que criou seu braço de aceleração de star- tups, a Turbo Ventures, que visa o de- senvolvimento de novos modelos de ne- gócio, produtos e serviços nos segmen- tos de mobilidade, varejo e energia. Em alta Um estudo recente avaliou o perfil das startups de tecnologias verdes exis- tentes no país. O “Impacto do Ecossis- tema de Startups no Setor Elétrico Bra- sileiro” contou com a participação de 136 startups. Do universo de cleantechs mapea- das, 41% atuam no segmento de ener- gia limpa. Cerca de um terço dessas em- presas é gerida por pessoas com faixa etária entre 31 e 40 anos; 83% são lide- radas por homens; 57% são pós gradu- ados. E 35% das startups são tocadas por dois ou mais sócios. O estudo indica ainda que um dos gargalos é a margem operacional, com 39% das cleantechs operando ainda no negativo. Isso porque essas empre- sas demandam alto investimento e en- frentam fatores como ciclos extensos de P&D, o que traz mais dificuldade para a operação e para o crescimento, num
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