Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021
Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 53 mais barata, porém menos eficiente e mais poluidora. Atualmente, essas usinas estão despachando por tem- po maior do que o previsto, gerando, também, mais emissões. A saída, argumenta, passa por pro- jetos de térmicas com geração na ba- se, que sustentem a adoção de tecno- logias mais eficientes. Além disso, seria preciso rever também o próprio mode- lo de remuneração da energia hidrelé- trica. “A geração hidrelétrica não pode ser remunerada apenas pela venda da energia gerada, mas também por servi- ços adicionais”, diz Edmar. “Desse mo- do, poderiam preservar mais os reserva- tórios e atuar de forma complementar com o gás e as fontes renováveis.” De todo forma, ainda há um longo caminho a percorrer. Apesar do grande interesse despertado pelos primeiros lei- lões A-4 e A-5 de energia existente re- alizados no fim de junho, os resultados indicam que o crescimento térmico po- de ser promissor, mas não será fácil. Nos dois leilões, foram cadastrados, res- pectivamente, 64 e 72 projetos térmicos a gás junto à EPE, com ofertas de capacida- de que chegavam a 31,4 GW e 38,7 GW. A contratação, no entanto, se li- mitou a 191 MW em cada leilão, am- bos vencidos pela Petrobras, por meio da UTE de Cubatão. Sinal de que será preciso aguardar um pouco mais pa- ra saber como será o ritmo de cresci- mento da demanda de energia, para descobrir a real velocidade da espera- da expansão térmica. n Daniel Slaviero, CEO da Copel: “O aumento do uso do gás é inexorável” Joísa Dutra, da FGV: gás tem de ser usado de forma racional na transição energética Márcio Balthazar da Silveira, da NatGas Economics: renováveis não têm escala suficiente para complementar suprimento Edmar de Almeida, da PUC-Rio: é preciso rever também o próprio modelo de remuneração da energia hidrelétrica
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