Brasil Energia | Ed. 470 - Agosto, 2021

Brasil Energia , nº 470, 1 de agosto de 2021 93 tal de soda cáustica, empregada em vá- rias aplicações industriais. Em 2019, com o avanço das importações, essa participa- ção caiu para 40,7% (o total do consumo foi de 2,2 milhões de t em 2019). Aliás, em 2020, a produção de soda caiu nova- mente, em 8,4%, para 850,8 mil tonela- das, depois de ter alcançado 928,8 mil t em 2019 (volume utilizado pelo estudo). No caso do cloro, a produção nacional (786 mil t em 2020, 8,3%abaixo de 2019) atende 99%do consumo nacional. Mas is- so não traz conforto para a balança comer- cial do setor, já que, por ser de difícil trans- porte, as importações de cloro se dão por meio da aquisição de bens intermediários ou finais. Nesse caso, o mais preocupan- te são as compras externas de dicloroetano (cloro + eteno), a matéria-prima principal do PVC, que foram de 70 mil t em 1999 para 440 mil t em 2019. Saneamento Se o cenário já é preocupante por ser sinal de desindustrialização, recentemen- te ele ganhou contornos maiores de riscos para o país. Isso porque o cloro é matéria- -prima fundamental para o mercado de saneamento básico, que promete atrair in- vestimentos de R$ 750 bilhões até 2033 para cumprir a meta de universalização dos serviços de água e esgoto estabeleci- da pelo novo marco regulatório do setor, aprovado em julho de 2020. Do total de investimentos previstos, a estimativa é a de que R$ 335 bilhões se- jam destinados para ampliação da rede de água e esgoto, que utiliza grandes vo-

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