Brasil Energia | Ed. 471 - Outubro, 2021

Brasil Energia , nº 471, 5 de outubro de 2021 29 dos antigos e, em bacias de nova fron- teira, simplesmente não existem. “Os últimos levantamentos sísmicos no onshore brasileiro foram feitos na década de 1990, início dos anos 2000. Em cerca de 20, 30 anos, quanto es- ses equipamentos para aquisição sísmi- ca não evoluíram? Adquirir dados com os equipamentos atuais ou, até mesmo, fazer uma reinterpretação desses dados com os softwares modernos são ações importantes para que possamos visua- lizar melhor os reservatórios”, explicou Marcos Allyson Rodrigues, professor as- sociado da UFRN e chefe do Laboratório de Engenharia de Reservatórios de Pe- tróleo (Labres) da universidade. A melhor visualização dos reservató- rios é fundamental para se ter um bom projeto de injeção de água para recupe- ração secundária, além de uma malha de poços que permita fazer essa “varre- dura”, conforme explicou Anabal. “Is- so porque a injeção de água funciona como um corrente para ‘lavar’ a rocha, empurrando esse volume para ser pro- duzido num outro poço à frente. Exis- tem vários formatos de concessão de malha, para termos, por exemplo, um poço injetor para quatro produtores, ou o contrário. Isso depende muito do co- nhecimento do reservatório e significa, principalmente, que é necessário refa- zer interpretações dos dados sísmicos que o ativo dispõe”, explicou Anabal. Para o diretor operacional da Imeta- me, existe muitos conceitos novos de recuperação secundária e terciária que Alunos e o professor Marcos Allyson (o segundo, da esquerda para a direita) no Labres

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